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	<title>fl-admin - Ossos Fortes</title>
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	<description>Impeça a Osteoporose</description>
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	<title>fl-admin - Ossos Fortes</title>
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		<title>A Sexualidade na osteoporose exige cuidado e criatividade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[fl-admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jan 2024 10:56:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ter Osteoporose não significa desistir de uma vida sexual prazerosa. O prazer sexual depende da saúde física, mental e dos fármacos que tomam. No entanto são necessárias estratégias e algumas precauções adicionais. O impacto da doença na sexualidade começa no dia em que o utente recebe o diagnóstico, a partir desse momento sente que “perdeu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ter Osteoporose não significa desistir de uma vida sexual prazerosa. O prazer sexual depende da saúde física, mental e dos fármacos que tomam. No entanto são necessárias estratégias e algumas precauções adicionais.</p>



<p>O impacto da doença na sexualidade começa no dia em que o utente recebe o diagnóstico, a partir desse momento sente que “perdeu a sua sexualidade” ao não se sentir atraente, sentir-se incapaz, frustrado, desacreditado sexualmente perante o/a parceiro/a e sociedade, contagiar-se por sentimentos de impotência, os movimentos sexuais podem ser dolorosos e perigosos, algumas posições sexuais tornam-se impossíveis e o medo de ter uma fratura gera ansiedade, o que pode reduzir o desejo sexual e afetar a performance sexual.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Comunicação Essencial: Enfrentando a Osteoporose Juntos</strong></h3>



<p>É necessário explorar outras formas de intimidade, a relação sexual não começa e acaba na penetração. Existem inúmeras possibilidades para explorar com o/a parceiro/a (beijar, tocar, abraçar, masturbação mútua&#8230;), desenvolver outras formas de intimidade e prazer sexual, não pensar em tudo como uma perda, mas como uma oportunidade para uma vida sexual mais rica que permite aumentar o repertório sexual.</p>



<p>A Osteoporose não afeta apenas um parceiro, na verdade afeta ambos, portanto comunicar, definir a intimidade, partilhar medos e expetativas com o/a parceiro/a é essencial, através de novas técnicas e posições, evitar aquelas que causem dor ou desconforto (privilegiar posição lado a lado, seja de frente para o/a parceiro/a ou costas), o parceiro com Osteoporose deve privilegiar ficar por cima para exercer menos pressão e ter maior controlo sobre o posicionamento e movimento do corpo. Independentemente da escolha da posição, é boa ideia considerar o uso de almofadas para dar suporte extra e tomar um banho quente para diminuir a rigidez articular e dor. Programar as relações sexuais pode ser importante e, antecipadamente tomar analgesia para alívio da dor ou, no caso da mulher onde é comum existir secura vaginal, aconselha-se o uso de um hidratante adequado diariamente e uso de lubrificante antes da relação.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Criatividade na Sexualidade: O Papel dos Brinquedos e Inovações</strong></h3>



<p>A criatividade é uma ferramenta importante e pode ser benéfico o uso de brinquedos sexuais pois ajudam a evitar estimulação prolongada e o posicionamento desconfortável.</p>



<p>Tomar a medicação prescrita, praticar exercício físico regular e adaptado, seguir uma dieta equilibrada (rica em cálcio e vitamina D) beneficiam a saúde óssea em geral, incluindo a saúde sexual e o bem-estar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Conversando com Profissionais de Saúde: Abordagem Aberta e Honestidade</strong></h3>



<p>Falar sobre sexualidade com um profissional de saúde pode ser uma experiência sensível, mas é fundamental, por isso, opte por um profissional de saúde em quem confie e que se sinta confortável. Isso pode facilitar a abertura durante a conversa sobre o tema. Escolha um momento durante a consulta quando se sentir relaxado e não apressado, esteja preparado para dedicar tempo à discussão e não hesite em ser direto sobre suas preocupações ou dúvidas. Lembre-se que a honestidade facilita a compreensão do profissional de saúde sobre as suas necessidades.</p>



<p>É necessário mudar mentalidades, uma vez que é um tema ainda tão tabu, falar sobre ele é uma expressão de confiança entre profissional e utente.</p>



<p>Os enfermeiros e outros profissionais de saúde podem intervir através de aconselhamento sexual básico, nomeadamente conhecer os padrões de atividade sexual anterior à doença, conhecer as expectativas do utente relativamente à sua sexualidade, prestar esclarecimentos sobre os efeitos da doença e do seu tratamento no funcionamento sexual, encorajar o utente e parceiro a pensar a sexualidade além do padrão tradicional de interação genital, fomentar a comunicação entre o casal, transmitir uma perspetiva positiva e por fim, mas não menos importante, reencaminhar o casal para um profissional especializado.</p>



<p>Sexo e intimidade são elementos importantes num relacionamento. Após o diagnóstico de Osteoporose é possível continuar a aproveitar esta parte maravilhosa da vida com uma dose de cuidado, planeamento e bom senso. Conversar com o parceiro e o profissional de saúde é a chave</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>Rita Pina</strong>, Enfermeira na Unidade Local de Saúde Cova da Beira, Formação Especializada em sexologia educacional e Counselling pela Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica</p>



<p><strong>Isabel Dias</strong>, Especialista em Enfermagem Reabilitação Unidade Local de Saúde Cova da Beira</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="936" height="1024" data-id="4762" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Rita-Pina_ArtigoOsteoxSexualidade-936x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4762" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Rita-Pina_ArtigoOsteoxSexualidade-936x1024.jpeg 936w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Rita-Pina_ArtigoOsteoxSexualidade-274x300.jpeg 274w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Rita-Pina_ArtigoOsteoxSexualidade-768x840.jpeg 768w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Rita-Pina_ArtigoOsteoxSexualidade-1404x1536.jpeg 1404w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Rita-Pina_ArtigoOsteoxSexualidade.jpeg 1872w" sizes="(max-width: 936px) 100vw, 936px" /><figcaption class="wp-element-caption">Enfermeira Rita Pina</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="390" height="606" data-id="4761" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Isabel-Dias_ArtigoOsteoxSexualidade.jpeg" alt="" class="wp-image-4761" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Isabel-Dias_ArtigoOsteoxSexualidade.jpeg 390w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Isabel-Dias_ArtigoOsteoxSexualidade-193x300.jpeg 193w" sizes="(max-width: 390px) 100vw, 390px" /><figcaption class="wp-element-caption">Enfermeira Isabel Dias</figcaption></figure>
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		<title>Apoios sociais para cuidadores informais de pessoas com osteoporose</title>
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		<dc:creator><![CDATA[fl-admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jan 2024 10:45:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da massa óssea, que resulta no aumento da fragilidade e no maior risco de fraturas. A ocorrência de fraturas de fragilidade tem um impacto significativo na qualidade de vida da pessoa, estando associadas a incapacidade física e funcional, com consequente necessidade de apoio para realizar as suas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da massa óssea, que resulta no aumento da fragilidade e no maior risco de fraturas. A ocorrência de fraturas de fragilidade tem um impacto significativo na qualidade de vida da pessoa, estando associadas a incapacidade física e funcional, com consequente necessidade de apoio para realizar as suas atividades de vida diárias. A existência de um cuidador informal, num ambiente domiciliário, apresenta-se como uma alternativa desejável para muitos, sendo importante o conhecimento dos seus estatutos.</p>



<p>Em Portugal, foi aprovado pela Lei n.º 100/2019, de 6 de setembro, o Estatuto do Cuidador Informal, que é um conjunto de normas que regula os direitos e deveres do cuidador e da pessoa cuidada e contempla as respetivas medidas de apoio. Mais recentemente, o Decreto Regulamentar nº 1/2022, de 10 de janeiro, estabelece os termos e as condições do reconhecimento do estatuto do cuidador informal.</p>



<p>O cuidador informal é definido como a pessoa que cuida de forma regular ou permanente de outra pessoa que esteja numa situação de dependência. Segundo o estatuto, pode ser o cônjuge ou unido de facto, parente ou afim até ao 4.º grau da linha reta ou da linha colateral da pessoa cuidada. Neste contexto, distingue-se o cuidador informal principal ou não principal. O cuidador principal é alguém que vive com a pessoa em situação de dependência, que acompanha e cuida dela de forma permanente, e que não recebe qualquer remuneração por esses cuidados. Já o cuidador não principal acompanha e cuida de alguém dependente de forma regular, mas não permanente, podendo ou não receber remuneração de atividade profissional ou pelos cuidados que presta à pessoa cuidada. A lei permite que sejam reconhecidos até três cuidadores informais não principais por pessoa cuidada. Não obstante, têm obrigatoriamente de ser maiores de 18 anos e familiares da pessoa cuidada.</p>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Imagem_Artigo_Apoios_Sociais-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4754" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Imagem_Artigo_Apoios_Sociais-1024x683.jpg 1024w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Imagem_Artigo_Apoios_Sociais-300x200.jpg 300w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Imagem_Artigo_Apoios_Sociais-768x512.jpg 768w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Imagem_Artigo_Apoios_Sociais-1536x1024.jpg 1536w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Imagem_Artigo_Apoios_Sociais-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>O pedido de reconhecimento do estatuto de cuidador informal pode ser feito em qualquer serviço de atendimento da Segurança Social (pode consultar o Guia Prático – Estatuto do Cuidador Informal &#8211; Segurança Social). A pessoa cuidada terá de dar o seu consentimento e este terá de ser acompanhado por uma declaração médica que ateste que esta se encontra no pleno uso das suas faculdades intelectuais.</p>



<p>O plano de intervenção específico ao cuidador engloba um acompanhamento por um profissional de saúde e da segurança social da área de residência da pessoa cuidada. Estas pessoas têm como missão aconselhar, acompanhar, capacitar e formar o cuidador informal, mas também dar a informação necessária sobre apoios e benefícios disponíveis na comunidade.</p>



<p>O cuidador informal deve prestar apoio e cuidados à pessoa, em articulação e com orientação de profissionais da área da saúde. A legislação prevê o direito a ações de capacitação e formação que lhe forem destinadas. Este terá o dever de participar e desenvolver capacidades e competências para a prestação adequada dos cuidados. Além disso, está prevista a sua participação em grupos de autoajuda, coordenados pelos serviços de saúde, que possam facilitar a partilha de experiências e soluções facilitadoras e o apoio psicológico, sempre que necessário.</p>



<p>O fato de a pessoa ter um cuidador informal não invalida o encaminhamento para redes sociais de suporte, de forma a potenciar o cuidado no domicílio, designadamente através de apoio domiciliário. Acresce referir que, está previsto o encaminhamento da pessoa cuidada para serviços e estabelecimentos de apoio social, designadamente para uma estrutura residencial para pessoas idosas ou lar residencial, de forma periódica e transitória.</p>



<p>O cuidador informal principal tem ainda direito a beneficiar de subsídio, de regime de trabalhador estudante, se estiver a estudar, e de proteção social em caso de invalidez, velhice ou morte. No caso dos cuidadores informais não principais, deve ser garantida a conciliação entre a prestação de cuidados e a vida profissional.</p>



<p>Em suma, é importante reconhecer que o papel do cuidador informal também pode ser física e emocionalmente exigente. Cuidar de alguém pode ser sinónimo de exaustão, cansaço e até mesmo de isolamento social. Por isso, é essencial que os cuidadores informais recebam apoio adequado, como programas de formação, suporte emocional e acesso a recursos e serviços de apoio, para que possam continuar a desempenhar o seu papel de forma saudável e sustentável. As políticas públicas e os programas sociais também devem reconhecer e apoiar o trabalho vital dos cuidadores informais na sociedade.</p><p>The post <a href="https://ossosfortes.pt/sem-categoria/apoios-sociais-para-cuidadores-informais-de-pessoas-com-osteoporose/">Apoios sociais para cuidadores informais de pessoas com osteoporose</a> first appeared on <a href="https://ossosfortes.pt">Ossos Fortes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>FRAX® Portugal – 10 anos de serviço semi-desperdiçado.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[fl-admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2023 14:36:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Completam-se, em 2023, 10 anos da disponibilização da versão portuguesa do FRAX®.(1) Este facto inaugurou uma nova era no tratamento da osteoporose em Portugal, ao permitir a identificação dos candidatos a tratamento numa base cientificamente sólida e validada, ao invés da estimativa semi-quantitativa de que dispúnhamos até então. O FRAX® foi selecionado como o mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Completam-se, em 2023, 10 anos da disponibilização da versão portuguesa do FRAX<sup>®</sup>.<sup>(1)</sup></p>



<p>Este facto inaugurou uma nova era no tratamento da osteoporose em Portugal, ao permitir a identificação dos candidatos a tratamento numa base cientificamente sólida e validada, ao invés da estimativa semi-quantitativa de que dispúnhamos até então.</p>



<p>O FRAX<sup>®</sup> foi selecionado como o mais adequado para Portugal de todos os instrumentos para estimativa do risco de fratura, com base numa revisão sistemática altamente cotada<sup>(2)</sup>.  A fiabilidade do FRAX<sup>®</sup> Portugal foi comprovada com um estudo de grande dimensão e extensão, feito na população a que se destina.<sup>(3)</sup> Demonstrou-se que o seu grau de acerto na predição da fratura de fragilidade é maior do que o uso isolado da densidade mineral óssea. Esta poderia mesmo, de acordo com esses dados, ser dispensada em Portugal sem prejuízo significativo na fiabilidade da previsão.</p>



<p>Os limiares de intervenção mais adequados para a população portuguesa foram estabelecidos com base no FRAX<sup>®</sup> em estudos fármaco-económicos nacionais, considerando a prevalência e o custo das fraturas osteoporóticas, bem como o custo e eficiência dos diversos tratamentos preventivos de fratura, em Portugal.<sup>(4)</sup></p>



<figure class="wp-block-image alignright size-full is-resized mb-16"><img loading="lazy" decoding="async" width="625" height="442" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/Imagem1_FRAX.png" alt="" class="wp-image-4741" style="aspect-ratio:1.414027149321267;width:502px;height:auto" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/Imagem1_FRAX.png 625w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/Imagem1_FRAX-300x212.png 300w" sizes="(max-width: 625px) 100vw, 625px" /></figure>



<p class="has-text-align-left">O FRAX<sup>®</sup> foi inserido nas recomendações multidisciplinares nacionais para o início da terapêutica e para a realização da densitometria<sup>(5)</sup>, estabelecendo a indicação da terapêutica com base no risco individual de fratura e limitando a necessidade de densitometria a uma percentagem pequena dos casos com potencial indicação para tratamento.</p>



<p class="has-text-align-left">As recomendações nacionais para o tratamento da osteoporose, publicadas em 2018<sup>(6)</sup>, também elas reunindo o consenso de todas as especialidades envolvidas no tratamento da osteoporose em Portugal, tomam o FRAX<sup>®</sup> Portugal como o pilar central da decisão de tratar.</p>



<p>Estava concluído um conjunto de estudos e de recomendações que dotam a Medicina Portuguesa de instrumentos modernos e validados para promover a prevenção de fraturas osteoporóticas com base nas melhores práticas baseadas em evidência. O acesso à densitometria e aos medicamentos mais eficazes não é um problema em Portugal.</p>



<p>A qualidade destes recursos é enaltecida num relatório recente da <em>International Osteoporosis Foundation</em><sup>(7)</sup> que coloca Portugal numa posição cimeira quanto a estes indicadores. O impacto dessas disponibilidades na ocorrência de fraturas é, contudo, desconhecido já que não existem estudos recentes sobre a epidemiologia destes eventos no nosso país – oficiais ou da iniciativa de investigadores. Este mesmo relatório sublinhava, contudo, existirem no nosso país duas carências decisivas que podem pôr em perigo o nosso sucesso no indispensável combate à epidemia da Osteoporose:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li class="mb-16"><strong>Falta uma política nacional de combate à osteoporose.</strong><br><br>As autoridades de Saúde, que providenciaram o financiamento necessário aos estudos referidos acima, parecem ter decidido colocar uma pedra sobre o assunto. As Normas de Orientação Clínica continuam sem atualização desde 2010, desperdiçando o benefício para a população e para as contas públicas de todo o trabalho desenvolvido. Foram propostas por nós novas NOCs baseadas no FRAX<sup>®</sup> e nas recomendações enunciadas, mas continuam enterradas numa qualquer gaveta da Direção-Geral de Saúde, resistentes aos nossos esforços de ressuscitação. Foram feitos esforços diversos por parte dos autores destes estudos para despertar o interesse desta mesma direção-geral e, mais recentemente, da coordenação executiva dos Serviço Nacional de Saúde. Nunca tiveram outro resultado se não o de fazer esmorecer o empenho contributivo de quem se dá a esse trabalho.<br>                       </li>



<li><strong>Falta uma comunidade médica empenhada.</strong><br><br>O FRAX<sup>®</sup> Portugal foi utilizado, desde o seu lançamento, cerca de 316.000 vezes. O volume parece estimulante, já que um número idêntico de decisões terão sido melhor informadas do que na sua ausência. Contudo, parece-nos forçoso reconhecer que é uma utilização muito pequena para servir adequadamente uma população de 10 milhões de pessoas de pessoas ao longo de 10 anos. Terão ocorrido, neste mesmo espaço de tempo cerca de 700.000 fraturas osteoporóticas em Portugal<sup>(6)</sup>, um número que demonstra que o uso do FRAX® é bem menor do que as necessidades justificariam.  Se todas as mulheres e homens portugueses com mais de 50 anos tivessem tido o seu risco de Fratura avaliado neste espaço de tempo (de acordo com as recomendações), nem que fosse uma só vez, teríamos 5.200.000 avaliações!<br><br>A falta de empenho da comunidade médica é também refletida no número diminuto de prescrições de fármacos para osteoporose. Desconhecemos a existência de dados mais recentes, mas o número de prescrições baixou de 242 para 154 mil entre 2009 e 2014, ao mesmo tempo que o problema não deixava de aumentar. O que pode justificar esta evolução? Como evoluiu desde então?<br><br>Mais recentemente tem surgido um movimento, com alguma energia, visando a constituição de unidades de fraturas de fragilidade (<em>Fracture Liaison Services</em>) em diversos hospitais do país, na tentativa de garantir que pelo menos as pessoas que já sofreram uma fratura, as que têm mais alto risco imediato de sofrer outra, não ficam sem tratamento. Este movimento louvável deixa a esperança de que as coisas possam mudar para melhor, ainda que as iniciativas o limitem a um punhado de empreendedores especialmente empenhados. O Estado, esse, continua olimpicamente alheio ao problema e às propostas de solução, apesar dos apelos, enquanto afirma “governar a pensar nas pessoas”&#8230;<br></li>
</ol>



<p>Podemos, todos, cidadãos comuns e políticos, profissionais de saúde e famílias, votantes e eleitos, contribuintes e gestores da coisa pública, fazer bem melhor.</p>



<p>Aqui fica um apelo renovado.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:300px">
<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="302" height="368" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/andreia-marques-1.png" alt="" class="wp-image-4745" style="aspect-ratio:3/4;object-fit:cover;width:300px" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/andreia-marques-1.png 302w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/andreia-marques-1-246x300.png 246w" sizes="(max-width: 302px) 100vw, 302px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Andrea Marques, RN, PhD</strong><br>Professora da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:300px">
<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="459" height="499" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/jose-antonio-pereira-da-silva.jpg" alt="" class="wp-image-4742" style="aspect-ratio:3/4;object-fit:cover;width:300px" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/jose-antonio-pereira-da-silva.jpg 459w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/jose-antonio-pereira-da-silva-276x300.jpg 276w" sizes="(max-width: 459px) 100vw, 459px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>José António Pereira da Silva, MD, PhD</strong><br>Professor de Reumatologia<br>Universidade de Coimbra</p>
</div>
</div>



<p class="has-small-font-size">Referências:</p>



<ol class="has-small-font-size wp-block-list">
<li>Andrea Marques A,…, JAP da Silva. A FRAX MODEL FOR THE ESTIMATION OF OSTEOPOROTIC FRACTURE PROBABILITY IN PORTUGAL Acta Reumatologica Portuguesa 2013;38:104-112.SLR</li>



<li>Andrea Marques A,…, JAP da Silva. THE ACCURACY OF OSTEOPOROTIC FRACTURE RISK PREDICTION TOOLS: A SYSTEMATIC REVIEW AND META-ANALYSIS. Ann Rheum Dis. 2015 Nov;74(11):1958-67.</li>



<li>Andrea Marques A,…, JAP da Silva. DO WE NEED BONE MINERAL DENSITY TO ESTIMATE OSTEOPOROTIC FRACTURE RISK? A 10-YEAR PROSPECTIVE MULTICENTRE VALIDATION STUDY. RMD Open 2017;3:e000509. doi:10.1136/ rmdopen-2017-000509</li>



<li>Andrea Marques A,…, JAP da Silva. COST-EFFECTIVENESS OF INTERVENTION THRESHOLDS FOR THE TREATMENT OF OSTEOPOROSIS BASED ON FRAX® IN PORTUGAL Calcif Tissue Int 2016; 99:131–141.</li>



<li> Andrea Marques A,…, JAP da Silva. MULTIDISCIPLINARY PORTUGUESE RECOMMENDATIONS ON DXA REQUEST AND INDICATION TO TREAT IN THE PREVENTION OF FRAGILITY FRACTURES. Acta Reumatol Port 2016;41:305-21.</li>



<li>Rodrigues A.M., &#8230;. JAP da Silva . Portuguese recommendations for the prevention, diagnosis and management of primary osteoporosis – 2018 update. Acta Reumatol Port. 2018;43:10-31</li>



<li>Kanis J.A, …. Borgstrom F.  Fredrik Borgström.. SCOPE 2021: a new scorecard for osteoporosis in Europe. Archives of Osteoporosis (2021) 16:82</li>
</ol><p>The post <a href="https://ossosfortes.pt/sem-categoria/frax-portugal-10-anos-de-servico-semi-desperdicado/">FRAX<sup>®</sup> Portugal – 10 anos de serviço semi-desperdiçado.</a> first appeared on <a href="https://ossosfortes.pt">Ossos Fortes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>O Papel da Fisioterapia na Prevenção e Tratamento de Doenças Ósseas</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Sep 2023 17:44:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Carlos Tavares (Fisioterapeuta) A capacidade de tratar doenças constitui um indicador do avanço da sociedade e está geralmente associada ao desenvolvimento da medicina e à melhoria dos cuidados de saúde ao longo da história. Em sociedades menos desenvolvidas ou em comunidades isoladas, onde não há acesso a cuidados de saúde adequados, patologias aparentemente simples [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por: Carlos Tavares (Fisioterapeuta)</strong></p>



<p>A capacidade de tratar doenças constitui um indicador do avanço da sociedade e está geralmente associada ao desenvolvimento da medicina e à melhoria dos cuidados de saúde ao longo da história. Em sociedades menos desenvolvidas ou em comunidades isoladas, onde não há acesso a cuidados de saúde adequados, patologias aparentemente simples podem levar a complicações graves e incapacidade permanente.</p>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793684-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4460" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793684-1024x683.jpg 1024w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793684-300x200.jpg 300w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793684-768x512.jpg 768w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793684-1536x1024.jpg 1536w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793684-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto de <a href="https://www.pexels.com/pt-br/foto/gabinete-armario-massagem-terapia-5793684/" title="">Yan Krukau</a></figcaption></figure>



<p>A Fisioterapia desempenha um papel fundamental na prevenção e recuperação de doenças ósseas, contribuindo para a saúde e o bem-estar dos pacientes. As doenças ósseas, como a osteoporose, a osteoartrite e as fraturas, podem afetar significativamente a qualidade de vida das pessoas e, em alguns casos, serem debilitantes.</p>



<p>Em Portugal, 10,2% da população sofre de osteoporose, uma doença que torna os ossos mais frágeis e, por conseguinte, com maior risco de fratura. Estima-se que a incidência de fraturas associadas à fragilidade da anca seja de 154 a 572 mulheres em cada 100.000 e de 77 a 232 homens em cada 100.000, dependendo da idade. Em relação à osteoartrite sabe-se que houve um aumento de 48% no número de pessoas afetadas de 1990 a 2019. De todos os casos, 60% são de osteoartrite de joelho. Num estudo global de 291 doenças, a osteoartrite da anca e do joelho foi classificada como o 11º maior contribuinte para a incapacidade.</p>



<p>Um dos principais objetivos do Fisioterapeuta é promover a saúde, melhorar a qualidade de vida e prevenir problemas de saúde antes que eles ocorram ou se agravem. Desta forma, desempenha um papel fundamental na prevenção de doenças ósseas, educando os pacientes sobre a importância da atividade física regular e estilo de vida ativo. É dado ênfase à prescrição de exercícios específicos para fortalecer os músculos, manter a mobilidade articular, melhorar a postura e a biomecânica, reduzir o risco de quedas e promover a melhoria na densidade óssea. Sendo as quedas uma das principais causas de fraturas em pessoas mais velhas, os Fisioterapeutas avaliam o risco de queda e fornecem programas de treino específicos para melhorar o equilíbrio e a coordenação.</p>



<p>Após uma fratura óssea, a Fisioterapia é crucial na recuperação da mobilidade, da força e da funcionalidade, através da implementação de programas de tratamento que visam evitar complicações, como a perda de massa muscular e a rigidez articular, estimulando uma cicatrização óssea mais rápida e eficaz.</p>



<figure class="wp-block-image alignright size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793917-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4462" style="object-fit:cover" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793917-683x1024.jpg 683w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793917-200x300.jpg 200w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793917-768x1152.jpg 768w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793917-1024x1536.jpg 1024w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793917-1365x2048.jpg 1365w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793917-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto de <a href="https://www.pexels.com/pt-br/foto/gabinete-armario-massagem-terapia-5793684/">Yan Krukau</a></figcaption></figure>



<p>No caso da osteoartrite, a Fisioterapia assume um importante papel no alívio da dor, melhoria da função articular, e no retardar da progressão da doença, através da implementação de técnicas que visam maximizar as capacidades individuais, potenciando a força, mobilidade e funcionalidade, de forma a capacitar o paciente para as atividades diárias, mantendo uma independência funcional o mais satisfatória possível.</p>



<p>Estando a dor crónica muitas vezes associada às doenças ósseas, a Fisioterapia oferece abordagens não medicamentosas para o alívio da dor, tais como técnicas de terapia manual, eletroterapia, e educação sobre estratégias de autorregulação da dor.</p>



<p>No entanto, a Fisioterapia não se limita apenas ao tratamento físico, considerando também o bem-estar geral do paciente. O Fisioterapeuta deve fornecer suporte psicológico e emocional, incentivando os pacientes a manterem uma atitude positiva e a lidarem com o impacto emocional das doenças ósseas.</p>



<p>Conclui-se então que a Fisioterapia contribui para o bem-estar e qualidade de vida das pessoas, adicionando valor em saúde, através da efetividade comprovada das suas intervenções, bem como do benefício clínico percecionado pelos pacientes e familiares. A abordagem do Fisioterapeuta nas doenças ósseas depende do tipo e gravidade da doença, bem como das necessidades específicas do paciente. Cada pessoa responde de maneira única ao tratamento e possui as suas próprias metas e necessidades de recuperação. Assim, a adaptação da intervenção atendendo às necessidades individuais de cada paciente é essencial para manter a Vida em Movimento!</p><p>The post <a href="https://ossosfortes.pt/sem-categoria/o-papel-da-fisioterapia-na-prevencao-e-tratamento-de-doencas-osseas/">O Papel da Fisioterapia na Prevenção e Tratamento de Doenças Ósseas</a> first appeared on <a href="https://ossosfortes.pt">Ossos Fortes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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