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	<title>Ossos Fortes</title>
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	<description>Impeça a Osteoporose</description>
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	<title>Ossos Fortes</title>
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		<title>Principais Fraturas na Osteoporose – conhecer para prevenir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[adminossos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Oct 2024 15:03:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As fraturas osteoporóticas podem causar efeitos devastadores na sobrevida, função e na qualidade de vida da população.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As fraturas osteoporóticas podem causar efeitos devastadores na sobrevida, função e na qualidade de vida da população.</p>



<p>O “pico” da massa óssea é atingido entre os 18 e os 25 anos, mas as fraturas osteoporóticas podem ocorrer logo, a partir dos 55.</p>



<p>Ocorrem em Portugal, <strong>todos os anos, cerca de 52 000 fraturas de fragilidade</strong>. Esperam-se <strong>gastos superiores a 717 milhões de euros em 2025</strong>. Apenas 14% das mulheres com mais de 65 anos que sofreram estas fraturas receberam tratamento para a Osteoporose.</p>



<p>Com a população a envelhecer, estas fraturas vão sendo cada vez mais frequentes.</p>



<p>Consideram-se <strong>situações de risco individual a idade superior a 65 anos</strong>, o género feminino, o baixo peso, a história prévia de fratura, as quedas frequentes, os hábitos tabágicos e alcoólicos e ainda a ocorrência de doenças reumatológicas entre outras.</p>



<p>Outros fatores podem ainda influenciar tais como a história familiar de fraturas da anca, os hábitos alimentares, a exposição solar, a prática de exercício e a presença de obstáculos externos que favoreçam as quedas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Locais mais frequentes da fratura óssea</h3>



<p>Os locais mais frequentes de fratura são o <strong>rádio</strong>, a <strong>anca</strong>, o <strong>úmero </strong>e a <strong>coluna vertebral</strong>. Esta última é muitas vezes silenciosa, pode não ocorrer por queda e pode ser um dos primeiros sinais desta patologia. Temos também verificado a presença de fraturas do tornozelo, por vezes complexas, causadas por pequenos traumas, e que estão também, associadas à presença de Osteoporose. Estas fraturas podem ainda ocorrer menos frequentemente noutros locais tais como costelas, clavícula e cotovelo.</p>



<p>Uma fratura do rádio, pode ser tratada de forma conservadora (imobilização gessada) ou através de cirurgia. Num ou noutro caso, <strong>é previsível uma diminuição da função do membro, pelo menos por 2 meses</strong>. O mesmo acontece com a fratura do úmero. Com ou sem cirurgia a dificuldade em realizar as suas tarefas habituais pode ser ainda mais prolongada. Já a fratura da anca é sempre cirúrgica se o doente tiver condições para a cirurgia. Aqui, a dependência de terceiros é claramente maior para praticamente todas as tarefas que vão da higiene à alimentação. Até a marcha é condicionada, pois obriga ao uso de apoio externo (canadianas) por períodos variáveis conforme o tipo de cirurgia realizada e as condições do doente.</p>



<p>Já a fratura vertebral <strong>terá um tratamento iminentemente conservador, mas não se podem excluir tratamentos cirúrgicos</strong> em algumas situações. Um deles é o recurso à vertebroplastia percutânea, muito eficaz para evitar aumento da deformidade vertebral e diminuir a dor.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Prevenção da reincidência de fraturas</h3>



<p>O que é muito importante assinalar é o facto de que, num indivíduo com osteoporose que sofreu uma fratura, tem um alto <strong>risco de sofrer nova fratura no espaço de 1 ou 2 anos</strong>. Por isso, a prevenção é de primordial importância.</p>



<p>Se ocorreu uma fratura vertebral, do rádio ou da anca num indivíduo com mais de 65 anos, a situação clínica deveria ser sempre avaliada num contexto multidisciplinar e ser orientado para uma consulta de prevenção e tratamento da Osteoporose, como acontece nas consultas FLS (Frature Liaison Service).</p>



<p><strong>Uma fratura, pode significar um declínio da independência</strong>, ter de usar apoios de marcha, cadeiras de rodas, mudar de residência e deixar de participar nas suas atividades favoritas. Por isso é muito importante conhecer, prevenir e sobretudo, se uma fratura ocorrer, é muito importante recorrer à ajuda de profissionais para evitar que nova fratura ocorra. Isto pode significar tratamentos específicos e alterações de hábitos como os alimentares, a prática de exercício físico entre outros.</p>



<p>As alternativas terapêuticas para tratar a Osteoporose são muitas vezes simples e eficazes. Se simultaneamente houver cuidados na ingestão de alimentos ricos em cálcio, várias vitaminas, boa exposição ao sol e a prática de exercício físico, os resultados serão ainda melhores. Fundamental é iniciar o tratamento e não o abandonar.</p>



<p>Seria importante que os governantes aceitassem como prioridade a prevenção e o tratamento da Osteoporose e das fraturas Osteoporóticas face ao seu impacto na sociedade e na saúde pública. No entanto, tudo pode começar em cada um de nós e na consciência da população para lidar com este problema.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" style="margin-top:var(--wp--preset--spacing--60);margin-bottom:var(--wp--preset--spacing--60)"/>



<figure class="wp-block-image alignleft size-large is-resized has-custom-border is-style-default"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="998" height="1024" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/10/dr-antonio-miranda-998x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4804" style="border-style:none;border-width:0px;border-radius:0px;aspect-ratio:1;object-fit:cover;width:175px" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/10/dr-antonio-miranda-998x1024.jpg 998w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/10/dr-antonio-miranda-292x300.jpg 292w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/10/dr-antonio-miranda-768x788.jpg 768w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/10/dr-antonio-miranda-1497x1536.jpg 1497w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/10/dr-antonio-miranda.jpg 1826w" sizes="(max-width: 998px) 100vw, 998px" /></figure>



<p>António José Miranda, Diretor do Serviço de Ortopedia da ULSEDV, Coordenador da consulta FLS da ULSEDV, Presidente da FFN -Portugal, Presidente da SEOGER da SPOT, Membro da Direção da SPODOM</p>



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		<title>A prevenção começa em casa: cuidados a ter!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[adminossos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Oct 2024 14:55:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A queda é um evento multifatorial que pode motivar perturbações emocionais, físicas, impotência funcional e morte.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo a OMS, a <strong>segunda maior causa de morte acidental, em todo o mundo, são as quedas</strong>. Estas podem ocorrer em qualquer idade; no entanto, tornam-se um problema quando acontecem nas pessoas de idade avançada, principalmente pela possibilidade de repetição, assim como pelas consequências que podem advir da mesma.</p>



<p>A queda é um evento multifatorial que pode motivar perturbações emocionais, físicas, impotência funcional e morte. Para além da idade, outros fatores contribuem para o aumento do risco de queda, nomeadamente: <strong>existência de quedas prévias</strong>, ausência de prática de atividade física, polimedicação, diminuição da acuidade visual, do tempo de reação, falta de equilíbrio e de força muscular, demência, patologias osteoarticulares, entre outros.</p>



<p>Os números ilustram bem a realidade vivida nas instituições de saúde em Portugal. <strong>As principais vítimas destas quedas são a população idosa, ou seja, acima dos 65 anos</strong>. Segundo o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, em Portugal, em 2020, as quedas ocorridas em ambiente doméstico e de lazer levaram 45000 idosos aos serviços de urgência. Destes, um grande número irá apresentar uma fratura (muitas vezes da anca), que se traduz em perda de funcionalidade com inevitável dependência de terceiros, para além de desfechos por vezes fatais.</p>



<p>E, tal como diz o provérbio, “mais vale prevenir do que remediar”. Esta prevenção começa em casa, adotando alguns cuidados que poderão ser uma mais valia para evitar quedas e, naturalmente, as suas consequências. Quando se fala em prevenção, há duas estratégias que devem ser tidas em atenção:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>As que promovem a capacidade física do idoso;</li>



<li>As que promovem o ambiente seguro para o mesmo.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Promoção da capacidade física do idoso</h3>



<p>Relativamente à promoção da capacidade física do idoso, há dois objetivos essenciais que devem estar presentes – os ganhos de força muscular e de equilíbrio. O idoso deve ser incentivado a <strong>participar em programas de atividade física, que irão permitir melhorar a sua força muscular</strong>, o seu equilíbrio, mas também prevenir doenças silenciosas como a osteoporose, que aumenta o risco de fraturas ósseas e, tantas vezes, se encontra não diagnosticada e não tratada, apenas sendo descoberta aquando de uma primeira fratura após queda.</p>



<p>A atividade física pode ser realizada no exterior, mas também dentro de casa, sempre devidamente adaptada à condição de saúde do idoso. Idealmente, deverá realizar-se duas horas e meia de atividade física, dividida ao longo da semana (ex.: 3x/semana). A escolha do tipo de atividade deve ter por base as capacidades do idoso, assim como o seu gosto pessoal, nunca descurando o aquecimento inicial e progredindo lentamente o nível de exigência dos exercícios.</p>



<p>Alguns exemplos de atividades que podem ser realizadas incluem: exercícios de ginástica (com reforço na mobilidade e flexibilidade articular e resistência muscular), caminhar, nadar e andar de bicicleta.</p>



<p>A <strong>prática de exercício físico</strong> vai permitir melhorar o tempo de reação, a flexibilidade, a força muscular, o equilíbrio, contribuindo ainda para prevenir a perda de massa óssea, ou seja, interferir diretamente em vários fatores de risco de queda.</p>



<p>Relativamente à <strong>promoção do ambiente seguro</strong>, é pertinente compreender que há fatores associados ao espaço físico que podem aumentar o risco de queda, pelo que se torna imprescindível identificar os obstáculos habitualmente presentes em casa: tapetes; iluminação deficiente ou excessiva; fios elétricos soltos; corrimões inseguros ou descontínuos; falta de barras de apoio; piso degradado, desnivelado ou escorregadio; degraus estreitos, irregulares, altos, escorregadios e sem corrimão; má organização do próprio espaço (ex.: mobília em quantidade excessiva ou de difícil acesso); camas demasiado altas ou baixas; passeios em redor da casa irregulares, escorregadios devido a chuva, neve ou musgo; animais domésticos.</p>



<p>Devemos, ainda, <strong>identificar os espaços mais frequentemente usados, na residência, pelo idoso</strong>, para priorizar as intervenções de melhoria. São habitualmente o quarto, a casa de banho, a sala e a cozinha. Algumas adaptações no domicílio torná-lo-ão mais seguro e sem investimentos dispendiosos. Estas adaptações deverão ir ao encontro da segurança do espaço envolvente, nomeadamente:</p>



<h3 class="wp-block-heading">ILUMINAÇÃO:</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Aumentar a potência das lâmpadas (nos casos de iluminação deficiente);</li>



<li>Colocar iluminação extra nos locais da casa com maior risco de queda;</li>



<li>Colocar luzes de presença no trajeto quarto/casa de banho;</li>



<li>Os interruptores devem estar ao alcance do idoso e ter um dístico luminoso para ser visto no escuro;</li>



<li>Os fios elétricos devem estar presos à parede;</li>



<li>Substituir cortinas opacas por transparentes.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">CHÃO:</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Preferir pisos antiderrapantes;</li>



<li>Manter o chão livre de objetos, como fios elétricos;</li>



<li>Evitar pisos molhados ou encerados;</li>



<li>Colocar os móveis de modo a que não impeçam a circulação;</li>



<li>Remover tapetes ou, pelo menos, substituir tapetes soltos por antiderrapantes ou fixá-los ao chão;</li>



<li>Colocar tiras antiderrapantes e fluorescentes, no fim de cada degrau.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">SALA:</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>O sofá/cadeirão deve ter apoio de braços;</li>



<li>Deve ter uma altura que permita ao idoso estar sentado com os dois pés no chão e com os joelhos dobrados a 90º;</li>



<li>Os assentos baixos podem ser compensados com a colocação de almofadas;</li>



<li>Os assentos altos podem ser compensados cortando os pés.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">CASA DE BANHO:</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Preferir base de chuveiro, em vez de banheira;</li>



<li>Colocar barras de apoio nas zonas de maior risco (junto à sanita, lavatório e chuveiro);</li>



<li>Colocar tapete antiderrapante na base de chuveiro, bem como fora do mesmo;</li>



<li>Colocar um banco de apoio na base de chuveiro;</li>



<li>Colocar alteador de sanita, nos casos de sanita muito baixa.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">QUARTO:</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>A cama deve ter a altura adequada: quando sentado na beira da cama permitir dobrar os joelhos a 90°;</li>



<li>A organização do mobiliário deve permitir o fácil acesso, bem como a fácil circulação com auxiliares de marcha, como andarilhos;</li>



<li>As grades só devem ser usadas quando o idoso não consegue sair sozinho da cama de forma a evitar que role da cama e devem ter o comprimento da cama;</li>



<li>Se a cama tiver rodas, manter as mesmas travadas.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">QUINTAL:</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mantenha o quintal livre de folhas e flores húmidas no chão;</li>



<li>Cuidados redobrados com animais de estimação, principalmente cães e gatos.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Para evitar as quedas em casa, é ainda necessário abandonar hábitos que, à primeira vista, parecem inofensivos, mas que podem tornar-se perigosos, como:</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Subir a cadeiras, bancos e escadotes instáveis;</li>



<li>Andar apressado sem reparar nos objetos e animais que o rodeiam;</li>



<li>Andar sem o apoio de uma bengala ou andarilho, se o mesmo tiver sido recomendado;</li>



<li>Fechar a porta da casa de banho ou quarto à chave impedindo o acesso rápido, em caso de necessidade;</li>



<li>Usar calçado pouco estável, como chinelos; preferir sapato fechado, com sola antiderrapante;</li>



<li>Usar roupa pouco segura, com peças demasiado compridas, que podem fazer tropeçar.</li>
</ul>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" style="margin-top:var(--wp--preset--spacing--50);margin-bottom:var(--wp--preset--spacing--50)"/>



<h3 class="wp-block-heading">Conclusões</h3>



<p>Concluindo,<strong> a ocorrência de quedas aumenta com a idade, sendo o espaço habitacional onde estas ocorrem com maior frequência</strong>. As medidas preventivas de promoção de um envelhecimento saudável e de promoção de um ambiente seguro são eficazes, fáceis de implementar e permitem reduzir a prevalência das quedas e das suas consequências.</p>



<p>É essencial procurar ajuda dos profissionais de saúde, pois estes estão capacitados para estabelecer programas específicos e individualizados, adaptados a cada idoso, para maior sucesso no objetivo major da <strong>prevenção de quedas</strong>.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" style="margin-top:var(--wp--preset--spacing--70);margin-bottom:var(--wp--preset--spacing--70)"/>



<figure class="wp-block-image alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" width="452" height="529" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/10/enf_claudia_sousa.jpg" alt="" class="wp-image-4801" style="width:184px;height:auto" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/10/enf_claudia_sousa.jpg 452w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/10/enf_claudia_sousa-256x300.jpg 256w" sizes="(max-width: 452px) 100vw, 452px" /></figure>



<p>Cláudia Sousa, Enfermeira Chefe do Serviço de Ortopedia da ULSEDV, Mestrado em Enfermagem se Reabilitação, Gestora de processo na consulta FLS da ULSEDV</p>



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		<title>A Sexualidade na osteoporose exige cuidado e criatividade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[fl-admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jan 2024 10:56:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ter Osteoporose não significa desistir de uma vida sexual prazerosa. O prazer sexual depende da saúde física, mental e dos fármacos que tomam. No entanto são necessárias estratégias e algumas precauções adicionais. O impacto da doença na sexualidade começa no dia em que o utente recebe o diagnóstico, a partir desse momento sente que “perdeu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ter Osteoporose não significa desistir de uma vida sexual prazerosa. O prazer sexual depende da saúde física, mental e dos fármacos que tomam. No entanto são necessárias estratégias e algumas precauções adicionais.</p>



<p>O impacto da doença na sexualidade começa no dia em que o utente recebe o diagnóstico, a partir desse momento sente que “perdeu a sua sexualidade” ao não se sentir atraente, sentir-se incapaz, frustrado, desacreditado sexualmente perante o/a parceiro/a e sociedade, contagiar-se por sentimentos de impotência, os movimentos sexuais podem ser dolorosos e perigosos, algumas posições sexuais tornam-se impossíveis e o medo de ter uma fratura gera ansiedade, o que pode reduzir o desejo sexual e afetar a performance sexual.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Comunicação Essencial: Enfrentando a Osteoporose Juntos</strong></h3>



<p>É necessário explorar outras formas de intimidade, a relação sexual não começa e acaba na penetração. Existem inúmeras possibilidades para explorar com o/a parceiro/a (beijar, tocar, abraçar, masturbação mútua&#8230;), desenvolver outras formas de intimidade e prazer sexual, não pensar em tudo como uma perda, mas como uma oportunidade para uma vida sexual mais rica que permite aumentar o repertório sexual.</p>



<p>A Osteoporose não afeta apenas um parceiro, na verdade afeta ambos, portanto comunicar, definir a intimidade, partilhar medos e expetativas com o/a parceiro/a é essencial, através de novas técnicas e posições, evitar aquelas que causem dor ou desconforto (privilegiar posição lado a lado, seja de frente para o/a parceiro/a ou costas), o parceiro com Osteoporose deve privilegiar ficar por cima para exercer menos pressão e ter maior controlo sobre o posicionamento e movimento do corpo. Independentemente da escolha da posição, é boa ideia considerar o uso de almofadas para dar suporte extra e tomar um banho quente para diminuir a rigidez articular e dor. Programar as relações sexuais pode ser importante e, antecipadamente tomar analgesia para alívio da dor ou, no caso da mulher onde é comum existir secura vaginal, aconselha-se o uso de um hidratante adequado diariamente e uso de lubrificante antes da relação.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Criatividade na Sexualidade: O Papel dos Brinquedos e Inovações</strong></h3>



<p>A criatividade é uma ferramenta importante e pode ser benéfico o uso de brinquedos sexuais pois ajudam a evitar estimulação prolongada e o posicionamento desconfortável.</p>



<p>Tomar a medicação prescrita, praticar exercício físico regular e adaptado, seguir uma dieta equilibrada (rica em cálcio e vitamina D) beneficiam a saúde óssea em geral, incluindo a saúde sexual e o bem-estar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Conversando com Profissionais de Saúde: Abordagem Aberta e Honestidade</strong></h3>



<p>Falar sobre sexualidade com um profissional de saúde pode ser uma experiência sensível, mas é fundamental, por isso, opte por um profissional de saúde em quem confie e que se sinta confortável. Isso pode facilitar a abertura durante a conversa sobre o tema. Escolha um momento durante a consulta quando se sentir relaxado e não apressado, esteja preparado para dedicar tempo à discussão e não hesite em ser direto sobre suas preocupações ou dúvidas. Lembre-se que a honestidade facilita a compreensão do profissional de saúde sobre as suas necessidades.</p>



<p>É necessário mudar mentalidades, uma vez que é um tema ainda tão tabu, falar sobre ele é uma expressão de confiança entre profissional e utente.</p>



<p>Os enfermeiros e outros profissionais de saúde podem intervir através de aconselhamento sexual básico, nomeadamente conhecer os padrões de atividade sexual anterior à doença, conhecer as expectativas do utente relativamente à sua sexualidade, prestar esclarecimentos sobre os efeitos da doença e do seu tratamento no funcionamento sexual, encorajar o utente e parceiro a pensar a sexualidade além do padrão tradicional de interação genital, fomentar a comunicação entre o casal, transmitir uma perspetiva positiva e por fim, mas não menos importante, reencaminhar o casal para um profissional especializado.</p>



<p>Sexo e intimidade são elementos importantes num relacionamento. Após o diagnóstico de Osteoporose é possível continuar a aproveitar esta parte maravilhosa da vida com uma dose de cuidado, planeamento e bom senso. Conversar com o parceiro e o profissional de saúde é a chave</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><strong>Rita Pina</strong>, Enfermeira na Unidade Local de Saúde Cova da Beira, Formação Especializada em sexologia educacional e Counselling pela Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica</p>



<p><strong>Isabel Dias</strong>, Especialista em Enfermagem Reabilitação Unidade Local de Saúde Cova da Beira</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="936" height="1024" data-id="4762" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Rita-Pina_ArtigoOsteoxSexualidade-936x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4762" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Rita-Pina_ArtigoOsteoxSexualidade-936x1024.jpeg 936w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Rita-Pina_ArtigoOsteoxSexualidade-274x300.jpeg 274w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Rita-Pina_ArtigoOsteoxSexualidade-768x840.jpeg 768w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Rita-Pina_ArtigoOsteoxSexualidade-1404x1536.jpeg 1404w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Rita-Pina_ArtigoOsteoxSexualidade.jpeg 1872w" sizes="(max-width: 936px) 100vw, 936px" /><figcaption class="wp-element-caption">Enfermeira Rita Pina</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="390" height="606" data-id="4761" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Isabel-Dias_ArtigoOsteoxSexualidade.jpeg" alt="" class="wp-image-4761" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Isabel-Dias_ArtigoOsteoxSexualidade.jpeg 390w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Enfermeira-Isabel-Dias_ArtigoOsteoxSexualidade-193x300.jpeg 193w" sizes="(max-width: 390px) 100vw, 390px" /><figcaption class="wp-element-caption">Enfermeira Isabel Dias</figcaption></figure>
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		<title>Apoios sociais para cuidadores informais de pessoas com osteoporose</title>
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		<dc:creator><![CDATA[fl-admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jan 2024 10:45:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da massa óssea, que resulta no aumento da fragilidade e no maior risco de fraturas. A ocorrência de fraturas de fragilidade tem um impacto significativo na qualidade de vida da pessoa, estando associadas a incapacidade física e funcional, com consequente necessidade de apoio para realizar as suas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da massa óssea, que resulta no aumento da fragilidade e no maior risco de fraturas. A ocorrência de fraturas de fragilidade tem um impacto significativo na qualidade de vida da pessoa, estando associadas a incapacidade física e funcional, com consequente necessidade de apoio para realizar as suas atividades de vida diárias. A existência de um cuidador informal, num ambiente domiciliário, apresenta-se como uma alternativa desejável para muitos, sendo importante o conhecimento dos seus estatutos.</p>



<p>Em Portugal, foi aprovado pela Lei n.º 100/2019, de 6 de setembro, o Estatuto do Cuidador Informal, que é um conjunto de normas que regula os direitos e deveres do cuidador e da pessoa cuidada e contempla as respetivas medidas de apoio. Mais recentemente, o Decreto Regulamentar nº 1/2022, de 10 de janeiro, estabelece os termos e as condições do reconhecimento do estatuto do cuidador informal.</p>



<p>O cuidador informal é definido como a pessoa que cuida de forma regular ou permanente de outra pessoa que esteja numa situação de dependência. Segundo o estatuto, pode ser o cônjuge ou unido de facto, parente ou afim até ao 4.º grau da linha reta ou da linha colateral da pessoa cuidada. Neste contexto, distingue-se o cuidador informal principal ou não principal. O cuidador principal é alguém que vive com a pessoa em situação de dependência, que acompanha e cuida dela de forma permanente, e que não recebe qualquer remuneração por esses cuidados. Já o cuidador não principal acompanha e cuida de alguém dependente de forma regular, mas não permanente, podendo ou não receber remuneração de atividade profissional ou pelos cuidados que presta à pessoa cuidada. A lei permite que sejam reconhecidos até três cuidadores informais não principais por pessoa cuidada. Não obstante, têm obrigatoriamente de ser maiores de 18 anos e familiares da pessoa cuidada.</p>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Imagem_Artigo_Apoios_Sociais-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4754" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Imagem_Artigo_Apoios_Sociais-1024x683.jpg 1024w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Imagem_Artigo_Apoios_Sociais-300x200.jpg 300w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Imagem_Artigo_Apoios_Sociais-768x512.jpg 768w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Imagem_Artigo_Apoios_Sociais-1536x1024.jpg 1536w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2024/01/Imagem_Artigo_Apoios_Sociais-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>O pedido de reconhecimento do estatuto de cuidador informal pode ser feito em qualquer serviço de atendimento da Segurança Social (pode consultar o Guia Prático – Estatuto do Cuidador Informal &#8211; Segurança Social). A pessoa cuidada terá de dar o seu consentimento e este terá de ser acompanhado por uma declaração médica que ateste que esta se encontra no pleno uso das suas faculdades intelectuais.</p>



<p>O plano de intervenção específico ao cuidador engloba um acompanhamento por um profissional de saúde e da segurança social da área de residência da pessoa cuidada. Estas pessoas têm como missão aconselhar, acompanhar, capacitar e formar o cuidador informal, mas também dar a informação necessária sobre apoios e benefícios disponíveis na comunidade.</p>



<p>O cuidador informal deve prestar apoio e cuidados à pessoa, em articulação e com orientação de profissionais da área da saúde. A legislação prevê o direito a ações de capacitação e formação que lhe forem destinadas. Este terá o dever de participar e desenvolver capacidades e competências para a prestação adequada dos cuidados. Além disso, está prevista a sua participação em grupos de autoajuda, coordenados pelos serviços de saúde, que possam facilitar a partilha de experiências e soluções facilitadoras e o apoio psicológico, sempre que necessário.</p>



<p>O fato de a pessoa ter um cuidador informal não invalida o encaminhamento para redes sociais de suporte, de forma a potenciar o cuidado no domicílio, designadamente através de apoio domiciliário. Acresce referir que, está previsto o encaminhamento da pessoa cuidada para serviços e estabelecimentos de apoio social, designadamente para uma estrutura residencial para pessoas idosas ou lar residencial, de forma periódica e transitória.</p>



<p>O cuidador informal principal tem ainda direito a beneficiar de subsídio, de regime de trabalhador estudante, se estiver a estudar, e de proteção social em caso de invalidez, velhice ou morte. No caso dos cuidadores informais não principais, deve ser garantida a conciliação entre a prestação de cuidados e a vida profissional.</p>



<p>Em suma, é importante reconhecer que o papel do cuidador informal também pode ser física e emocionalmente exigente. Cuidar de alguém pode ser sinónimo de exaustão, cansaço e até mesmo de isolamento social. Por isso, é essencial que os cuidadores informais recebam apoio adequado, como programas de formação, suporte emocional e acesso a recursos e serviços de apoio, para que possam continuar a desempenhar o seu papel de forma saudável e sustentável. As políticas públicas e os programas sociais também devem reconhecer e apoiar o trabalho vital dos cuidadores informais na sociedade.</p><p>The post <a href="https://ossosfortes.pt/sem-categoria/apoios-sociais-para-cuidadores-informais-de-pessoas-com-osteoporose/">Apoios sociais para cuidadores informais de pessoas com osteoporose</a> first appeared on <a href="https://ossosfortes.pt">Ossos Fortes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>FRAX® Portugal – 10 anos de serviço semi-desperdiçado.</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Nov 2023 14:36:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Completam-se, em 2023, 10 anos da disponibilização da versão portuguesa do FRAX®.(1) Este facto inaugurou uma nova era no tratamento da osteoporose em Portugal, ao permitir a identificação dos candidatos a tratamento numa base cientificamente sólida e validada, ao invés da estimativa semi-quantitativa de que dispúnhamos até então. O FRAX® foi selecionado como o mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Completam-se, em 2023, 10 anos da disponibilização da versão portuguesa do FRAX<sup>®</sup>.<sup>(1)</sup></p>



<p>Este facto inaugurou uma nova era no tratamento da osteoporose em Portugal, ao permitir a identificação dos candidatos a tratamento numa base cientificamente sólida e validada, ao invés da estimativa semi-quantitativa de que dispúnhamos até então.</p>



<p>O FRAX<sup>®</sup> foi selecionado como o mais adequado para Portugal de todos os instrumentos para estimativa do risco de fratura, com base numa revisão sistemática altamente cotada<sup>(2)</sup>.  A fiabilidade do FRAX<sup>®</sup> Portugal foi comprovada com um estudo de grande dimensão e extensão, feito na população a que se destina.<sup>(3)</sup> Demonstrou-se que o seu grau de acerto na predição da fratura de fragilidade é maior do que o uso isolado da densidade mineral óssea. Esta poderia mesmo, de acordo com esses dados, ser dispensada em Portugal sem prejuízo significativo na fiabilidade da previsão.</p>



<p>Os limiares de intervenção mais adequados para a população portuguesa foram estabelecidos com base no FRAX<sup>®</sup> em estudos fármaco-económicos nacionais, considerando a prevalência e o custo das fraturas osteoporóticas, bem como o custo e eficiência dos diversos tratamentos preventivos de fratura, em Portugal.<sup>(4)</sup></p>



<figure class="wp-block-image alignright size-full is-resized mb-16"><img loading="lazy" decoding="async" width="625" height="442" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/Imagem1_FRAX.png" alt="" class="wp-image-4741" style="aspect-ratio:1.414027149321267;width:502px;height:auto" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/Imagem1_FRAX.png 625w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/Imagem1_FRAX-300x212.png 300w" sizes="(max-width: 625px) 100vw, 625px" /></figure>



<p class="has-text-align-left">O FRAX<sup>®</sup> foi inserido nas recomendações multidisciplinares nacionais para o início da terapêutica e para a realização da densitometria<sup>(5)</sup>, estabelecendo a indicação da terapêutica com base no risco individual de fratura e limitando a necessidade de densitometria a uma percentagem pequena dos casos com potencial indicação para tratamento.</p>



<p class="has-text-align-left">As recomendações nacionais para o tratamento da osteoporose, publicadas em 2018<sup>(6)</sup>, também elas reunindo o consenso de todas as especialidades envolvidas no tratamento da osteoporose em Portugal, tomam o FRAX<sup>®</sup> Portugal como o pilar central da decisão de tratar.</p>



<p>Estava concluído um conjunto de estudos e de recomendações que dotam a Medicina Portuguesa de instrumentos modernos e validados para promover a prevenção de fraturas osteoporóticas com base nas melhores práticas baseadas em evidência. O acesso à densitometria e aos medicamentos mais eficazes não é um problema em Portugal.</p>



<p>A qualidade destes recursos é enaltecida num relatório recente da <em>International Osteoporosis Foundation</em><sup>(7)</sup> que coloca Portugal numa posição cimeira quanto a estes indicadores. O impacto dessas disponibilidades na ocorrência de fraturas é, contudo, desconhecido já que não existem estudos recentes sobre a epidemiologia destes eventos no nosso país – oficiais ou da iniciativa de investigadores. Este mesmo relatório sublinhava, contudo, existirem no nosso país duas carências decisivas que podem pôr em perigo o nosso sucesso no indispensável combate à epidemia da Osteoporose:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li class="mb-16"><strong>Falta uma política nacional de combate à osteoporose.</strong><br><br>As autoridades de Saúde, que providenciaram o financiamento necessário aos estudos referidos acima, parecem ter decidido colocar uma pedra sobre o assunto. As Normas de Orientação Clínica continuam sem atualização desde 2010, desperdiçando o benefício para a população e para as contas públicas de todo o trabalho desenvolvido. Foram propostas por nós novas NOCs baseadas no FRAX<sup>®</sup> e nas recomendações enunciadas, mas continuam enterradas numa qualquer gaveta da Direção-Geral de Saúde, resistentes aos nossos esforços de ressuscitação. Foram feitos esforços diversos por parte dos autores destes estudos para despertar o interesse desta mesma direção-geral e, mais recentemente, da coordenação executiva dos Serviço Nacional de Saúde. Nunca tiveram outro resultado se não o de fazer esmorecer o empenho contributivo de quem se dá a esse trabalho.<br>                       </li>



<li><strong>Falta uma comunidade médica empenhada.</strong><br><br>O FRAX<sup>®</sup> Portugal foi utilizado, desde o seu lançamento, cerca de 316.000 vezes. O volume parece estimulante, já que um número idêntico de decisões terão sido melhor informadas do que na sua ausência. Contudo, parece-nos forçoso reconhecer que é uma utilização muito pequena para servir adequadamente uma população de 10 milhões de pessoas de pessoas ao longo de 10 anos. Terão ocorrido, neste mesmo espaço de tempo cerca de 700.000 fraturas osteoporóticas em Portugal<sup>(6)</sup>, um número que demonstra que o uso do FRAX® é bem menor do que as necessidades justificariam.  Se todas as mulheres e homens portugueses com mais de 50 anos tivessem tido o seu risco de Fratura avaliado neste espaço de tempo (de acordo com as recomendações), nem que fosse uma só vez, teríamos 5.200.000 avaliações!<br><br>A falta de empenho da comunidade médica é também refletida no número diminuto de prescrições de fármacos para osteoporose. Desconhecemos a existência de dados mais recentes, mas o número de prescrições baixou de 242 para 154 mil entre 2009 e 2014, ao mesmo tempo que o problema não deixava de aumentar. O que pode justificar esta evolução? Como evoluiu desde então?<br><br>Mais recentemente tem surgido um movimento, com alguma energia, visando a constituição de unidades de fraturas de fragilidade (<em>Fracture Liaison Services</em>) em diversos hospitais do país, na tentativa de garantir que pelo menos as pessoas que já sofreram uma fratura, as que têm mais alto risco imediato de sofrer outra, não ficam sem tratamento. Este movimento louvável deixa a esperança de que as coisas possam mudar para melhor, ainda que as iniciativas o limitem a um punhado de empreendedores especialmente empenhados. O Estado, esse, continua olimpicamente alheio ao problema e às propostas de solução, apesar dos apelos, enquanto afirma “governar a pensar nas pessoas”&#8230;<br></li>
</ol>



<p>Podemos, todos, cidadãos comuns e políticos, profissionais de saúde e famílias, votantes e eleitos, contribuintes e gestores da coisa pública, fazer bem melhor.</p>



<p>Aqui fica um apelo renovado.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:300px">
<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="302" height="368" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/andreia-marques-1.png" alt="" class="wp-image-4745" style="aspect-ratio:3/4;object-fit:cover;width:300px" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/andreia-marques-1.png 302w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/andreia-marques-1-246x300.png 246w" sizes="(max-width: 302px) 100vw, 302px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Andrea Marques, RN, PhD</strong><br>Professora da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:300px">
<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="459" height="499" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/jose-antonio-pereira-da-silva.jpg" alt="" class="wp-image-4742" style="aspect-ratio:3/4;object-fit:cover;width:300px" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/jose-antonio-pereira-da-silva.jpg 459w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/11/jose-antonio-pereira-da-silva-276x300.jpg 276w" sizes="(max-width: 459px) 100vw, 459px" /></figure>



<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>José António Pereira da Silva, MD, PhD</strong><br>Professor de Reumatologia<br>Universidade de Coimbra</p>
</div>
</div>



<p class="has-small-font-size">Referências:</p>



<ol class="has-small-font-size wp-block-list">
<li>Andrea Marques A,…, JAP da Silva. A FRAX MODEL FOR THE ESTIMATION OF OSTEOPOROTIC FRACTURE PROBABILITY IN PORTUGAL Acta Reumatologica Portuguesa 2013;38:104-112.SLR</li>



<li>Andrea Marques A,…, JAP da Silva. THE ACCURACY OF OSTEOPOROTIC FRACTURE RISK PREDICTION TOOLS: A SYSTEMATIC REVIEW AND META-ANALYSIS. Ann Rheum Dis. 2015 Nov;74(11):1958-67.</li>



<li>Andrea Marques A,…, JAP da Silva. DO WE NEED BONE MINERAL DENSITY TO ESTIMATE OSTEOPOROTIC FRACTURE RISK? A 10-YEAR PROSPECTIVE MULTICENTRE VALIDATION STUDY. RMD Open 2017;3:e000509. doi:10.1136/ rmdopen-2017-000509</li>



<li>Andrea Marques A,…, JAP da Silva. COST-EFFECTIVENESS OF INTERVENTION THRESHOLDS FOR THE TREATMENT OF OSTEOPOROSIS BASED ON FRAX® IN PORTUGAL Calcif Tissue Int 2016; 99:131–141.</li>



<li> Andrea Marques A,…, JAP da Silva. MULTIDISCIPLINARY PORTUGUESE RECOMMENDATIONS ON DXA REQUEST AND INDICATION TO TREAT IN THE PREVENTION OF FRAGILITY FRACTURES. Acta Reumatol Port 2016;41:305-21.</li>



<li>Rodrigues A.M., &#8230;. JAP da Silva . Portuguese recommendations for the prevention, diagnosis and management of primary osteoporosis – 2018 update. Acta Reumatol Port. 2018;43:10-31</li>



<li>Kanis J.A, …. Borgstrom F.  Fredrik Borgström.. SCOPE 2021: a new scorecard for osteoporosis in Europe. Archives of Osteoporosis (2021) 16:82</li>
</ol><p>The post <a href="https://ossosfortes.pt/sem-categoria/frax-portugal-10-anos-de-servico-semi-desperdicado/">FRAX<sup>®</sup> Portugal – 10 anos de serviço semi-desperdiçado.</a> first appeared on <a href="https://ossosfortes.pt">Ossos Fortes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>O Papel da Fisioterapia na Prevenção e Tratamento de Doenças Ósseas</title>
		<link>https://ossosfortes.pt/sem-categoria/o-papel-da-fisioterapia-na-prevencao-e-tratamento-de-doencas-osseas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[fl-admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Sep 2023 17:44:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Carlos Tavares (Fisioterapeuta) A capacidade de tratar doenças constitui um indicador do avanço da sociedade e está geralmente associada ao desenvolvimento da medicina e à melhoria dos cuidados de saúde ao longo da história. Em sociedades menos desenvolvidas ou em comunidades isoladas, onde não há acesso a cuidados de saúde adequados, patologias aparentemente simples [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por: Carlos Tavares (Fisioterapeuta)</strong></p>



<p>A capacidade de tratar doenças constitui um indicador do avanço da sociedade e está geralmente associada ao desenvolvimento da medicina e à melhoria dos cuidados de saúde ao longo da história. Em sociedades menos desenvolvidas ou em comunidades isoladas, onde não há acesso a cuidados de saúde adequados, patologias aparentemente simples podem levar a complicações graves e incapacidade permanente.</p>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793684-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-4460" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793684-1024x683.jpg 1024w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793684-300x200.jpg 300w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793684-768x512.jpg 768w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793684-1536x1024.jpg 1536w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793684-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto de <a href="https://www.pexels.com/pt-br/foto/gabinete-armario-massagem-terapia-5793684/" title="">Yan Krukau</a></figcaption></figure>



<p>A Fisioterapia desempenha um papel fundamental na prevenção e recuperação de doenças ósseas, contribuindo para a saúde e o bem-estar dos pacientes. As doenças ósseas, como a osteoporose, a osteoartrite e as fraturas, podem afetar significativamente a qualidade de vida das pessoas e, em alguns casos, serem debilitantes.</p>



<p>Em Portugal, 10,2% da população sofre de osteoporose, uma doença que torna os ossos mais frágeis e, por conseguinte, com maior risco de fratura. Estima-se que a incidência de fraturas associadas à fragilidade da anca seja de 154 a 572 mulheres em cada 100.000 e de 77 a 232 homens em cada 100.000, dependendo da idade. Em relação à osteoartrite sabe-se que houve um aumento de 48% no número de pessoas afetadas de 1990 a 2019. De todos os casos, 60% são de osteoartrite de joelho. Num estudo global de 291 doenças, a osteoartrite da anca e do joelho foi classificada como o 11º maior contribuinte para a incapacidade.</p>



<p>Um dos principais objetivos do Fisioterapeuta é promover a saúde, melhorar a qualidade de vida e prevenir problemas de saúde antes que eles ocorram ou se agravem. Desta forma, desempenha um papel fundamental na prevenção de doenças ósseas, educando os pacientes sobre a importância da atividade física regular e estilo de vida ativo. É dado ênfase à prescrição de exercícios específicos para fortalecer os músculos, manter a mobilidade articular, melhorar a postura e a biomecânica, reduzir o risco de quedas e promover a melhoria na densidade óssea. Sendo as quedas uma das principais causas de fraturas em pessoas mais velhas, os Fisioterapeutas avaliam o risco de queda e fornecem programas de treino específicos para melhorar o equilíbrio e a coordenação.</p>



<p>Após uma fratura óssea, a Fisioterapia é crucial na recuperação da mobilidade, da força e da funcionalidade, através da implementação de programas de tratamento que visam evitar complicações, como a perda de massa muscular e a rigidez articular, estimulando uma cicatrização óssea mais rápida e eficaz.</p>



<figure class="wp-block-image alignright size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793917-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4462" style="object-fit:cover" srcset="https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793917-683x1024.jpg 683w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793917-200x300.jpg 200w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793917-768x1152.jpg 768w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793917-1024x1536.jpg 1024w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793917-1365x2048.jpg 1365w, https://ossosfortes.pt/wp-content/uploads/2023/09/pexels-yan-krukau-5793917-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto de <a href="https://www.pexels.com/pt-br/foto/gabinete-armario-massagem-terapia-5793684/">Yan Krukau</a></figcaption></figure>



<p>No caso da osteoartrite, a Fisioterapia assume um importante papel no alívio da dor, melhoria da função articular, e no retardar da progressão da doença, através da implementação de técnicas que visam maximizar as capacidades individuais, potenciando a força, mobilidade e funcionalidade, de forma a capacitar o paciente para as atividades diárias, mantendo uma independência funcional o mais satisfatória possível.</p>



<p>Estando a dor crónica muitas vezes associada às doenças ósseas, a Fisioterapia oferece abordagens não medicamentosas para o alívio da dor, tais como técnicas de terapia manual, eletroterapia, e educação sobre estratégias de autorregulação da dor.</p>



<p>No entanto, a Fisioterapia não se limita apenas ao tratamento físico, considerando também o bem-estar geral do paciente. O Fisioterapeuta deve fornecer suporte psicológico e emocional, incentivando os pacientes a manterem uma atitude positiva e a lidarem com o impacto emocional das doenças ósseas.</p>



<p>Conclui-se então que a Fisioterapia contribui para o bem-estar e qualidade de vida das pessoas, adicionando valor em saúde, através da efetividade comprovada das suas intervenções, bem como do benefício clínico percecionado pelos pacientes e familiares. A abordagem do Fisioterapeuta nas doenças ósseas depende do tipo e gravidade da doença, bem como das necessidades específicas do paciente. Cada pessoa responde de maneira única ao tratamento e possui as suas próprias metas e necessidades de recuperação. Assim, a adaptação da intervenção atendendo às necessidades individuais de cada paciente é essencial para manter a Vida em Movimento!</p><p>The post <a href="https://ossosfortes.pt/sem-categoria/o-papel-da-fisioterapia-na-prevencao-e-tratamento-de-doencas-osseas/">O Papel da Fisioterapia na Prevenção e Tratamento de Doenças Ósseas</a> first appeared on <a href="https://ossosfortes.pt">Ossos Fortes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Dia Mundial da Osteoporose: porque ainda esperamos pela fratura?</title>
		<link>https://ossosfortes.pt/sem-categoria/dia-mundial-da-osteoporose-porque-ainda-esperamos-pela-fratura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[adminossos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jul 2023 06:55:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem diariamente trata pessoas idosas sabe que há condições clínicas que nem sempre são valorizadas pelos profissionais de saúde e pelas próprias pessoas idosas apesar de poderem interferir muito na sua qualidade de vida e bem-estar… Uma dessas condições é a osteoporose!</p>
<p>The post <a href="https://ossosfortes.pt/sem-categoria/dia-mundial-da-osteoporose-porque-ainda-esperamos-pela-fratura/">Dia Mundial da Osteoporose: porque ainda esperamos pela fratura?</a> first appeared on <a href="https://ossosfortes.pt">Ossos Fortes</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://activa.pt/autores/dra-sofia-duque/">Dra. Sofia Duque</a></p>



<p>A <strong>osteoporose</strong> é uma doença que, como o nome indica, se caracteriza pela fragilização do osso que fica poroso e vulnerável à ocorrência de fraturas, sem que haja necessariamente um traumatismo valorizável.</p>



<p>A perda de massa óssea inicia-se aos 35-40 anos, de forma mais acentuada e precoce nas mulheres devido aos fatores hormonais. É depois da menopausa que as mulheres desenvolvem osteoporose, estando por isso recomendado o rastreio a partir dos 65 anos. No entanto, os homens também podem ter esta doença, devendo ser rastreados a partir dos 70 anos.</p>



<p>O rastreio pode ser feito através da aplicação de ferramentas de avaliação do risco e/ou da realização da densitometria óssea. De facto, a osteoporose é uma doença que maioritariamente afeta as pessoas mais velhas, e em especial as mulheres.</p>



<p>São vários os fatores de risco que acentuam e aceleram a perda de massa óssea tais como o tabaco, o álcool, o sedentarismo, a medicação crónica com cortisona ou outros medicamentos, a ingestão reduzida de cálcio, a falta de estrogénios como acontece na menopausa precoce, o baixo peso, a reduzida exposição solar, sem esquecer a doença tiroideia e a diabetes, várias doenças inflamatórias, a doença renal e hepática crónica. A presença de fatores de risco poderá justificar que o rastreio seja feito mais precocemente.</p>



<p>Durante cerca de 5 anos a trabalhar quase em exclusivo com doentes idosos, vítimas de fraturas ósseas, deparei-me com uma realidade dolorosa e alarmante: a maioria desses doentes nunca fizera rastreio da osteoporose, e como tal, nunca beneficiara de tratamento para a mesma. Isto, apesar de apresentarem vários fatores de risco para a doença e para a ocorrência de quedas.</p>



<p>Uma queda fortuita, numa pessoa com ossos fragilizados, é o “rastilho” para a ocorrência de uma fratura, a qual pode levar ao internamento hospitalar, à necessidade de cirurgia, à perda da capacidade de marcha, à imobilidade e confinamento ao leito, à incapacidade para realizar as atividades do dia-a-dia, à dor intensa, à perda da autonomia para viver sozinho e culminando muitas vezes na institucionalização.</p>



<p>Pessoas totalmente autónomas podem num ápice ver a sua vida literalmente de “pernas para o ar”. Pensei muitas vezes: “se esta pessoa tivesse feito uma densitometria, talvez pudesse ter recebido o tratamento adequado e talvez não tivesse tido esta fratura”, condição que naquele momento a colocava em risco de perder a sua autonomia e dignidade, se não mesmo a sua vida.</p>



<p>Sobre tratamento, não pensamos só em medicamentos, mas também em nutrientes e vitaminas, como o cálcio, a vitamina D e as proteínas, que podem ser suplementados. Mais importante ainda, o tratamento deve incluir atividade física, incluindo exercício de carga que “estimulem” o osso. As intervenções nutricionais e físicas desempenham também um papel fundamental na prevenção da osteoporose, sem esquecer a suspensão tabágica e do álcool.</p>



<p>A importância do rastreio da osteoporose assenta essencialmente no facto de ser uma doença silenciosa…Quando a osteoporose se torna “visível”, já a doença está avançada e com consequências irreversíveis, sejam elas as fraturas do fémur ou do braço por trauma ligeiro, ou a alteração da conformação da coluna, que fica curvada, devido ao surgimento de fraturas espontâneas nas vértebras, estas aliás muito dolorosas e incapacitantes.</p>



<p>Perante este cenário, é legítimo perguntar: Vai esperar pela fratura para diagnosticar a osteoporose?! Assim, se tem mais de 65 anos ou reúne fatores de risco para osteoporose peça ao seu médico para fazer o rastreio da osteoporose. O tratamento precoce evitará uma cascata de eventos indesejáveis!</p>



<p class="has-text-align-center">*<strong>Os textos nesta noticia refletem a opinião pessoal dos autores. </strong><br><strong>Não representam a Ossos fortes.</strong></p>



<p>Fonte/Original:<a href=" https://activa.pt/saude/2022-10-20-dia-mundial-da-osteoporose-porque-ainda-esperamos-pela-fratura/"> https://activa.pt/saude/2022-10-20-dia-mundial-da-osteoporose-porque-ainda-esperamos-pela-fratura/</a></p><p>The post <a href="https://ossosfortes.pt/sem-categoria/dia-mundial-da-osteoporose-porque-ainda-esperamos-pela-fratura/">Dia Mundial da Osteoporose: porque ainda esperamos pela fratura?</a> first appeared on <a href="https://ossosfortes.pt">Ossos Fortes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Treino de força: Uma poderosa ferramenta na prevenção e tratamento da osteoporose</title>
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		<dc:creator><![CDATA[adminossos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jul 2023 06:52:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O treino de força promove uma otimização do sistema cardiovascular melhorando assim a circulação sanguínea e o aporte dos vários iões, minerais e outros nutrientes essenciais à manutenção da massa muscular e da densidade mineral óssea.</p>
<p>The post <a href="https://ossosfortes.pt/sem-categoria/treino-de-forca-uma-poderosa-ferramenta-na-prevencao-e-tratamento-da-osteoporose/">Treino de força: Uma poderosa ferramenta na prevenção e tratamento da osteoporose</a> first appeared on <a href="https://ossosfortes.pt">Ossos Fortes</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://activa.pt/autores/prof-dinis-anastacio/"></a></p>



<p><a href="https://activa.pt/autores/prof-dinis-anastacio/">Prof. Dinis Anastácio</a><a href="https://activa.pt/autores/prof-dinis-anastacio/"></a></p>



<p>Em todo o mundo, cerca de 200 milhões de mulheres sofrem de osteoporose. Em Portugal, uma em cada três mulheres com mais de 50 anos sofre desta doença. Segundo dados apurados, cerca de 12.2% da população portuguesa sofre de osteoporose, sendo que na população feminina são cerca de 17% e na masculina 2.6%.</p>



<p>A osteoporose pressupõe maior risco de fraturas, quer associadas a quedas, bem como fraturas espontâneas que podem ocorrer com um movimento mais brusco do corpo e até mesmo com um espirro ou tosse. Em Portugal apenas, contabilizam-se cerca de 40.000 fracturas osteoporóticas por ano, o que tem um impacto enorme na qualidade de vida de milhares de portugueses.<br><br>A quantidade máxima de massa óssea é adquirida entre os 20 e os 30 anos de idade. A partir dos 40 ou 45 anos, a massa óssea vai diminuindo de forma contínua em ambos os sexos, com a particularidade que, no caso das mulheres, devido à complexidade do sistema hormonal feminino em situações tais como a gravidez ou a menopausa, diminui de forma mais abrupta colocando-as numa posição de maior risco de incidência de osteoporose.<br><br>Associada à osteoporose está a sarcopenia, doença caraterizada pela perda acentuada de massa muscular e consequentemente diminuição de força. A sarcopenia tem maior expressão a partir dos 50 anos, mas pode ser prevenida ou atenuada com o estímulo direto da contração muscular. Devemos assim procurar realizar atividades que promovam a ativação das fibras musculares tipo II ( potência ), transmitindo força aos tendões, que tencionam os ossos e assim promovem os vários movimentos do corpo humano. As fibras musculares tipo II não são suficientemente estimuladas na grande maioria dos movimentos da vida diária, associados a estímulos de contrações mais lentas e repetitivas e ao sedentarismo.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://images.trustinnews.pt/uploads/sites/4/2023/05/230518_pexels-andrea-piacquadio-3757943-640x960.jpg" alt="" class="wp-image-1344372"/><figcaption class="wp-element-caption">A partir dos 40 ou 45 anos, a massa óssea vai diminuindo de forma contínua em ambos os sexos<br>Foto Pexels/Andrea Piacquadio</figcaption></figure>



<p><br>As contrações musculares mais rápidas e vigorosas representam um estímulo de tração e impacto sobre os ossos, fator este muito importante no processo de osteogensese (formação de massa óssea), pelo que neste sentido, considero a utilização do treino de força associado a atividades de impacto como, a mais importante ferramenta na prevenção e no tratamento da osteoporose.<br>O treino de força promove uma otimização do sistema cardiovascular melhorando assim a circulação sanguínea e o aporte dos vários iões, minerais e outros nutrientes essenciais à manutenção da massa muscular e da densidade mineral óssea.<br><br>Mulheres com pouca massa muscular normalmente tem baixa densidade mineral óssea, enquanto mulheres com mais massa muscular normalmente possuem ossos mais fortes. Por esse motivo, para alcançar resultados mais significativos, quer na prevenção, quer no tratamento, deverá sempre que possível dar-se prevalência ao treino de força com cargas elevadas, a uma intensidade também elevada, mas também é possível obter resultados com cargas menores, desde que a intensidade seja elevada (próxima da fadiga). Promovendo assim, um estímulo mais eficaz sobre os ossos comparativamente ao treino aeróbio (caminhada, natação ou bicicleta). Isso deve-se ao fato de que a força de carga de baixo impacto aplicada no treino aeróbio não provoca cargas de magnitude, taxa ou distribuição suficiente para estimular as células ósseas e a levar a uma resposta esquelética adaptativa. Assumindo-se assim como uma estratégia terapêutica promissora para enfrentar a perda de massa mineral óssea e muscular devido à osteosarcopenia.</p>



<p>Sabemos ainda que, em idades mais avançadas, a existência de comorbilidades, nomeadamente metabólicas e/ou cardiovasculares, aumenta a dificuldade da prescrição para o exercício físico e o risco de eventos que podem comprometer a vida dos indivíduos. Deste modo, o correto diagnóstico da osteoporose bem como a estratificação de outros fatores de risco servirá de base para uma adequada prescrição de exercício físico.<br>Esta prescrição deverá ser realizada apenas por Fisiologistas do Exercício (profissionais licenciados em Educação Física e Desporto ou Ciências do Desporto e com especialização em exercício e saúde) que, preferencialmente, deverão supervisionar e monitorizar as sessões de treino, para garantir quer a segurança quer a correta execução dos exercícios e otimizar os resultados.</p>



<p class="has-text-align-center">*<strong>Os textos nesta noticia refletem a opinião pessoal dos autores. </strong><br><strong>Não representam a Ossos fortes.</strong></p>



<p>Fonte/Original: <a href="https://activa.pt/diz-quem-sabe/2023-05-18-treino-de-forca-uma-poderosa-ferramenta-na-prevencao-e-tratamento-da-osteoporose/">https://activa.pt/diz-quem-sabe/2023-05-18-treino-de-forca-uma-poderosa-ferramenta-na-prevencao-e-tratamento-da-osteoporose/</a></p>



<p></p><p>The post <a href="https://ossosfortes.pt/sem-categoria/treino-de-forca-uma-poderosa-ferramenta-na-prevencao-e-tratamento-da-osteoporose/">Treino de força: Uma poderosa ferramenta na prevenção e tratamento da osteoporose</a> first appeared on <a href="https://ossosfortes.pt">Ossos Fortes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Osteoporose: Rastreios atrasados deixam vários casos por diagnosticar</title>
		<link>https://ossosfortes.pt/sem-categoria/osteoporose-rastreios-atrasados-deixam-varios-casos-por-diagnosticar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[adminossos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jul 2023 06:47:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Confinamentos provocados pela pandemia pioraram casos de osteoporose, doença que afeta cerca de 800 mil portugueses, sendo anualmente responsável por cerca 40 mil fraturas ósseas.</p>
<p>The post <a href="https://ossosfortes.pt/sem-categoria/osteoporose-rastreios-atrasados-deixam-varios-casos-por-diagnosticar/">Osteoporose: Rastreios atrasados deixam vários casos por diagnosticar</a> first appeared on <a href="https://ossosfortes.pt">Ossos Fortes</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Confinamentos provocados pela pandemia pioraram casos de osteoporose, doença que afeta cerca de 800 mil portugueses, sendo anualmente responsável por cerca 40 mil fraturas ósseas.</em></p>



<p>Em 2020, os acidentes domésticos e de lazer provocaram mais de 64 mil deslocações às urgências em pessoas acima dos 65 anos, o que representa um aumento de 13% face ao ano anterior, segundo dados recentemente divulgados e recolhidos pelo sistema Epidemiologia e Vigilância dos Traumatismos e Acidentes do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. A Covid-19 é apontada pelo reumatologista Filipe Araújo, do Hospital de Sant’Ana-SCML, como a possível causa destes números.</p>



<p>Em entrevista ao Lifestyle ao Minuto, o especialista admite que, durante a pandemia, &#8220;muitos rastreios clínicos e diagnósticos ficaram por realizar&#8221;, devido aos sucessivos períodos de confinamento. E &#8220;só agora nos começamos a aperceber daquele que é o impacto maior desta pandemia e que é naturalmente a fratura&#8221;, lamenta.</p>



<p>Existem quantos casos de osteoporose diagnosticados em Portugal?</p>



<p>De acordo com o estudo epidemiológico de doenças reumáticas em Portugal, denominado EpiReumaPt [uma espécie de censos de doenças reumáticas realizado entre 2011-2013], a prevalência de osteoporose era de aproximadamente 10% da população portuguesa (17% mulheres e quase 3% de homens).</p>



<figure class="wp-block-pullquote is-style-plain"><blockquote><p>&nbsp;O receio de contágio e o respeito pelo isolamento levou menos doentes às farmácias comunitárias para adquirir os seus medicamentos</p></blockquote></figure>



<p>Qual a diferença entre a perda de massa óssea normal e a patológica?</p>



<p>A perda de massa óssea é um fenómeno fisiológico, ou seja, todos nós a perdemos a partir do momento em que atingimos o pico de massa óssea aos 25/30 anos. A partir do pico de massa óssea, ocorre a inexorável descida da densidade mineral óssea, que se torna patológica quando atinge determinados limiares aos quais se associa um elevado risco de fratura.</p>



<p>É possível medir o risco de osteoporose?</p>



<p>Subjetivamente sim, através dos fatores de risco. Mas conseguimos medir o risco de fratura quando usamos o FRAX, que nos dá a probabilidade de um determinado indivíduo sofrer uma fratura osteoporótica nos 10 anos seguintes. Se atingir um determinado risco, iniciamos tratamento.</p>



<p>Quem deve mesmo realizar os exames de diagnóstico?</p>



<p>A osteoporose é diagnosticada através de um exame chamado de osteodensitometria (DEXA), que mede a quantidade de massa óssea de um indivíduo através de radiação ionizante (raio-X) tal como a que é utilizada nas radiografias simples. É importante que todas as pessoas com mais de 65 anos realizem, pelo menos, uma DEXA, mas existem vários fatores de risco clínicos, relativos a estilos de vida, doenças ou medicações crónicas, que aumentam o risco de osteoporose em idades mais jovens. Nos dias que correm, a abordagem no rastreio e diagnóstico de osteoporose está a centrar-se mais na identificação de todos aqueles que têm maior risco de fratura através de uma ferramenta de cálculo eletrónica chamada FRAX, que junta os tais fatores de risco clínicos ao resultado da DEXA, e nos indica quem tem benefício de tratamento de osteoporose, para evitar fratura. &nbsp;</p>



<p>Quais os sinais de alerta?</p>



<p>Em primeiro lugar, é importante esclarecer que a osteoporose é totalmente assintomática. O principal sinal de alerta é a ocorrência de uma fratura na sequência de um traumatismo pequeno, por exemplo, uma fratura de punho ao cair da própria altura, da anca ao cair de uma cadeira ou de uma vértebra ao carregar pesos. Outros sinais de alerta relacionam-se com a história de fraturas osteoporóticas em elementos próximos da família, a presença de doenças ou medicações crónicas de maior risco, como a artrite reumatoide, doenças da tiroide, doença celíaca, anorexia nervosa, tratamento com corticoides, insulina, terapêuticas para o cancro da mama ou determinados estilos de vida, que incluam tabagismo e consumo exagerado de álcool ou café.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Vários estudos mostram que os doentes que sofrem fraturas perdem qualidade de vida, ficam mais ansiosos e deprimidos</p></blockquote></figure>



<p>Quais as principais consequências da doença?</p>



<p>A consequência derradeira e mais nefasta é, sem dúvida, a &#8216;fratura&#8217; de fragilidade que não pode ser encarada como normal ou inevitável só porque acontece em indivíduos com idade mais avançada. Aproximadamente um em cada quatro doentes (25%) morre no ano seguinte à fratura da anca. Dos que sobrevivem, metade nunca chega a recuperar a função que tinha previamente à fratura, e um em cada três acaba institucionalizado. Os doentes que sofrem fraturas osteoporóticas das vértebras perdem altura e adquirem deformidade irreversível da coluna (hipercifose dorsal ou &#8216;marreca&#8217;) que, por sua vez, causa dor crónica, problemas respiratórios e digestivos. Vários estudos mostram que os doentes que sofrem fraturas perdem qualidade de vida, ficam mais ansiosos e deprimidos, o que se relaciona com a perda das suas capacidades motoras e da sua autonomia. Este impacto psicológico negativo, a maior fragilidade em que estes doentes se encontram e o receio de voltar a cair, aumentam significativamente o risco de novas quedas, perpetuando assim o ciclo das fraturas.</p>



<p>Que alterações do estilo de vida devem ser adotadas a partir do diagnóstico?</p>



<p>É fundamental a promoção de hábitos de dieta, que incluam um adequado aporte de cálcio e proteína, mas também a prática de atividade física regular, o aumento da exposição solar para promover a síntese de vitamina D, durante 10/20 minutos por dia na zona da face e membros superiores, fora das horas de maior perigo, a cessação tabágica e a restrição dos consumos de álcool a 10-20 gramas por dia e cafés a dois ou menos.</p>



<p>A Covid-19 veio agravar a vida destes doentes?</p>



<p>Sim, como a praticamente a de todos os restantes doentes crónicos. Durante a pandemia de SARS-CoV-2, em particular durante os períodos de confinamento, muitos rastreios clínicos e com DEXA, bem como diagnósticos, ficaram por realizar. Além disso, o receio de contágio e o respeito pelo isolamento levou menos doentes às farmácias comunitárias para adquirir os seus medicamentos. No entanto, só agora nos começamos a aperceber daquele que é o impacto maior desta pandemia e que é naturalmente a fratura. Pela quebra das rotinas e pela maior imobilização, os nossos idosos terão intensificado a sua perda de massa óssea e também muscular, o que aumentou o risco de quedas. Para evitar deslocações a mercados ou supermercados, muitos deles não se alimentaram adequadamente, o que contribuiu para a perda das massas óssea e muscular e, pela menor exposição solar, é muito provável que os níveis sanguíneos de vitamina D tenham decrescido ainda mais, agravando a degradação óssea.</p>



<p>Como é feito o tratamento para osteoporose?</p>



<p>O tratamento da osteoporose assenta em quatro pilares fundamentais: a nutrição adequada, a prática do exercício físico, estratégias de prevenção de quedas e, se indicado, tratamento com fármacos anti-osteoporóticos. E todas estas abordagens estão disponíveis em Portugal.</p>



<p>Não temos, infelizmente, uma grande variedade de fármacos anti-osteoporóticos, mas os que temos são bons. Existem dois grandes grupos de fármacos: os osteoformadores, que, tal como o nome indica, são responsáveis por estimular o fabrico de osso novo, e os antireabsortivos, responsáveis por bloquear a degradação do osso mais antigo. Qualquer uma destas classes leva, por conseguinte, a um aumento de massa óssea. Dentro destas classes, existem algumas opções disponíveis e o médico escolhe o tipo de tratamento farmacológico de acordo com a existência prévia ou não de fratura, o tipo de fratura, o risco de sofrer nova fratura e a presença de certas condições, como doença renal ou gastrointestinal. Além disso, o tratamento com estes fármacos anti-osteoporóticos deve fazer-se acompanhar, sempre que possível, de suplementação com cálcio e vitamina D.</p>



<p>É possível reverter a doença?</p>



<p>Claro que sim. A utilização dos fármacos anti-osteoporóticos é responsável pelo aumento da massa óssea e pode, muitas vezes, reverter a osteoporose a osteopenia. Mas o mais importante é que a toma destes fármacos aumenta a massa óssea e reduz o risco de fratura osteoporótica, quer em indivíduos que nunca sofreram nenhuma, quer nos que já sofreram.</p>



<p>Quanto à alimentação, o que recomenda?</p>



<p>A alimentação, quer para evitar o surgimento de osteoporose, quer nos doentes com a doença já estabelecida, deve obedecer aos mesmos princípios e que incluem não apenas aporte adequado de cálcio, mas também de proteína. Ambos fazem parte da microestrutura óssea e são fundamentais para a saúde do osso. O cálcio pode ser obtido a partir dos lacticínios, ou seja, leite e derivados, mas também de outros alimentos como leite de soja, espinafres, brócolos, tofu, sardinhas enlatadas ou salmão enlatado. As proteínas poderão ser de origem animal (carne e peixe) ou vegetal (ervilhas, quinoa, lentilhas ou grão).</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A única área do conhecimento médico em que a importância da vitamina D está inequivocamente demonstrada é na saúde óssea</p></blockquote></figure>



<p>Qual a média diária de cálcio que deve ser ingerida?&nbsp;</p>



<p>A média diária de cálcio ingerido deverá ser acima de 1200 miligramas, sobretudo se o doente tiver mais de 70 anos de idade.&nbsp;</p>



<p>E quem tem intolerância ao leite e derivados?</p>



<p>No caso de intolerância aos lacticínios, existe a excelente alternativa de optar por leite ou iogurtes sem lactose, por alimentos ricos em cálcio ou por suplementação de cálcio.&nbsp;</p>



<p>Em que casos se justifica a toma de suplementos de cálcio e vitamina D?&nbsp;</p>



<p>Sempre que o doente não pode ou não quer consumir lacticínios, se tem alguma doença que comprometa a normal absorção de cálcio e vitamina D ou ainda se tiver osteopenia na DEXA. Sempre que o doente se encontra a ser tratado com fármacos anti-osteoporóticos, deve também fazer suplementação com cálcio e vitamina D.</p>



<p>Qual o papel da vitamina D na prevenção da osteoporose?</p>



<p>A vitamina D tem sido muito mediatizada, já antes da pandemia de SARS-CoV-2, como tendo um papel importante nas doenças oncológicas, infeciosas, cardiovasculares ou, entre outras, autoimunes. No entanto, a única área do conhecimento médico em que a importância da vitamina D está inequivocamente demonstrada é na saúde óssea. A vitamina D é obtida maioritariamente através da conversão de gordura da pele após exposição solar, entrando depois em circulação e aumentando a absorção de cálcio no intestino, o que é crucial para a mineralização do osso. A ausência de níveis adequados de vitamina D desencadeia mecanismos alternativos de obtenção de cálcio no nosso organismo que causam deterioração do osso.</p>



<p>Em caso de queda doméstica, o que fazer?</p>



<p>A queda é tudo o que queremos que não aconteça no doente com osteoporose, pois mesmo a cumprir tratamento farmacológico, há sempre risco de fratura. Para evitá-la, é fundamental implementar estratégias que incluam a remoção de barreiras em casa, como tapetes ou objetos decorativos no chão, iluminação adequada, a utilização de calçado bem adaptado, quer em casa como na rua, e a revisão de medicação que o doente esteja a tomar e que possa alterar o estado de consciência e levar à queda.&nbsp;</p>



<p>Quais são as respostas que a ciência ainda procura sobre a osteoporose?</p>



<p>Talvez as perguntas mais difíceis &#8211; porque são muitas, muitas mesmo &#8211; sejam sobre o desenvolvimento de melhores instrumentos de diagnóstico de osteoporose, incluindo sob a forma de análises sanguíneas, uma vez que a DEXA apresenta várias limitações; o desenvolvimento de medicamentos anti-osteoporóticos de maior eficácia; e o desenvolvimento de estratégias diagnósticas e de tratamento para a perda de massa muscular, designada sarcopenia, que acompanha os doentes com osteoporose e que aumenta grandemente o risco de queda e fratura subsequente.&nbsp;</p>



<p>Fonte/Original: <a href="https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/1917703/pandemia-ter-deixado-por-diagnosticar-vrios-casos-de-osteoporose">https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/1917703/pandemia-ter-deixado-por-diagnosticar-vrios-casos-de-osteoporose</a></p>



<p></p><p>The post <a href="https://ossosfortes.pt/sem-categoria/osteoporose-rastreios-atrasados-deixam-varios-casos-por-diagnosticar/">Osteoporose: Rastreios atrasados deixam vários casos por diagnosticar</a> first appeared on <a href="https://ossosfortes.pt">Ossos Fortes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>FRATURAS OSTEOPORÓTICAS: A epidemia silenciosa</title>
		<link>https://ossosfortes.pt/sem-categoria/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[adminossos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jul 2023 06:41:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://staging.ossosfortes.pt/?p=4309</guid>

					<description><![CDATA[<p>Andréa Marques, professora adjunta da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e enfermeira especialista no Serviço de Reumatologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) José António Pereira da Silva, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e diretor do Serviço de Reumatologia do CHUC</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As fraturas causadas pela osteoporose são já um enorme problema de saúde pública em Portugal!</p>



<p>E tenderá a aumentar exponencialmente se a comunidade médica, outros profissionais de saúde e a população em geral em conjunto com as autoridades regulatórias não determinarem a uma ação verdadeiramente enérgica.</p>



<p>Num estudo que publicámos em 2013<a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_edn1">[1]</a> verificámos que ocorreram, só em Portugal continental, mais de 50.000 fraturas osteoporóticas do fémur proximal entre 2006 e 2010. A cada ano o número destas fraturas aumentou de 200 unidades, em média. Podemos assim fazer uma estimativa, otimista, de que sejam atualmente cerca de 13.000 a cada ano, isto é, uma a cada 40 minutos, se o aumento da longevidade não tiver agravado a realidade.</p>



<p>Cada uma cada uma destas fraturas determina o prejuízo acentuado da qualidade da vida das suas vítimas e acrescenta em 12% o risco absoluto de morte no ano subsequente, já elevado pela idade avançada. <a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_edn2">[2]</a></p>



<p>Estimámos, nesse artigo que, a custos de 2011, as fraturas do fémur proximal consumiam já anualmente 216 milhões de euros em custos diretos e indiretos, equivalente a 2,35% do orçamento geral para a saúde nesse ano.</p>



<p>As fraturas do fémur proximal são as mais fáceis de estudar, mas se representam apenas uma em cada 4 fraturas osteoporóticas: 50000 fraturas osteoporóticas a cada ano, neste pequeno país.</p>



<p>Um estudo internacional recente da International Osteoporosis Foundation estima que Portugal gastou 1003 milhões de euros em cerca de 70.000 fraturas osteoporóticas em 2019, representando 5,6% do total de gastos em saúde. Prevê que gastaremos muito mais em 86.000 fraturas em 2034, se nada de efetivo for feito. <a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_edn3">[3]</a></p>



<p>O aumento da incidência do fraturas tem sido relacionado com múltiplos fatores, entre os quais se destaca o notável acréscimo da longevidade da população. Trata-se, em boa medida, de um efeito secundário do progresso social e médico observado nas últimas décadas o que sublinha a nossa responsabilidade coletiva em dar qualidade aos anos que acrescentamos à vida.</p>



<p>Em Portugal, temos instrumentos capazes de diminuir drasticamente este avanço! Persiste, contudo, uma enorme discrepância entre o número de doentes que deveriam receber tratamento e aqueles que efetivamente o recebem, um pouco por todo o mundo.</p>



<p>Temos acesso fácil a medicamentos eficazes, capazes de reduzir o risco de fratura em 50 a 70%;</p>



<p>Temos um instrumento, FRAX® Portugal, que permite estimar o risco individual de fratura com excelente acuidade e, assim, selecionar adequadamente os principais candidatos a tratamento; <a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_edn4">[4]</a> ( https://www.sheffield.ac.uk/FRAX/tool.aspx?lang=pr)</p>



<p>Temos recomendações multidisciplinares sobre quem tratar e quem estudar por densitometria; <a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_edn5">[5]</a>,<a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_edn6">[6]</a></p>



<p>Temos recomendações multidisciplinares sobre a orientação terapêutica mais adequada às diferentes circunstâncias clínicas, tendo em conta as especificidades nacionais ponto.<a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_edn7">[7]</a></p>



<p>Faltam-nos, contudo, 4 condimentos essenciais ao sucesso:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Uma política nacional que defina uma estratégia capaz de combater a epidemia das fraturas, no contexto de uma política que enquadre os prementíssimos problemas inerentes ao envelhecimento populacional;</li>



<li>Uma comunidade médica empenhada em levar à prática as recomendações de rastreio e tratamento em cada um dos seus doentes.</li>



<li>Um efetivo trabalho interdisciplinar que permita providenciar os melhores cuidados aos doentes.</li>



<li>Um maior envolvimento da sociedade em geral e das associações de doentes para aumentar a literacia nesta área.</li>
</ul>



<p>Uma das maiores deficiências neste combate, destacadas em estudos internacionais, reside na falta de tratamento preventivo em pessoas que sofreram já uma fratura osteoporótica. É difícil imaginar mais claro sinal de alerta para a necessidade de iniciar uma terapêutica! A ocorrência de uma fratura é um forte sinal de que uma outra pode ocorrer num futuro próximo. O tratamento destes doentes, sem qualquer outra exigência, é advogado unanimemente em todas as recomendações sobre osteoporose.<a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_edn8">[8]</a></p>



<p>Apesar disso, em Portugal, como aliás no resto do mundo, são menos de 20% os doentes que estão a receber tratamento anti-osteoporótico um ano depois de sofrerem uma fratura!</p>



<p>Um número verdadeiramente lamentável, a todos os títulos, e que urge corrigir!</p>



<p>Cabe, naturalmente, à ortopedia e à medicina geral e familiar um papel especialmente importante e decisivo neste esforço. A reumatologia, que tradicionalmente abraça o tratamento da osteoporose em Portugal, tem também mantido um esforço continuado nesta área, através das recomendações e instrumentos acima referidos e ainda do lançamento de consultas de fraturas de fragilidade em vários hospitais do país. Estas estruturas, designadas internacionalmente por <em>Fracture Liaison Services</em>, são reconhecidas como o instrumento mais eficiente para garantir que pelo menos as pessoas que sofreram uma fratura recebem tratamento para evitar uma subsequente.</p>



<p>O combate à epidemia da osteoporose e das suas consequências não se limita, contudo, a nenhuma especialidade ou profissão, já que todos partilhamos responsabilidades gerais na saúde e todas as especialidades utilizam medicamentos, técnicas e recomendações que afetam a saúde músculo-esquelética dos indivíduos e da população.</p>



<p>Em nome da sustentabilidade do serviço nacional da saúde e da qualidade da saúde pública este é um desafio urgente, de que nenhum profissional de saúde se deve alhear.</p>



<p><a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_ednref1">[1]</a> Andréa Marques, António Mota, …, Jonh Kanis, José António P. Da Silva. A FRAX model for the estimation of osteoporotic fracture probability in Portugal. Acta Reumatologica portuguesa 2013;38:104-112.</p>



<p><a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_ednref2">[2]</a>&nbsp; A. Marques, Ó. Lourenço &amp; J. A. P. da Silva on Behalf of the Portuguese Working Group for the Study of the Burden of Hip Fractures in Portugal. The burden of osteoporotic hip fractures in Portugal: costs, health related quality of life and mortality. Osteoporos Int (2015) 26:2623–2630 DOI 10.1007/s00198-015-3171-5</p>



<p><a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_ednref3">[3]</a> John A Kanis, Nicholas Norton, Nicholas C Harvey, Trolle Jacobson, Helena Johansson, Mattias Lorentzon, Eugene V McCloskey, Carl Willers, Fredrik Borgström. SCOPE 2021: a new scorecard for osteoporosis in Europe Arch Osteoporos. 2021 Jun 2;16(1):82. doi: 10.1007/s11657-020-00871-9.</p>



<p><a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_ednref4">[4]</a> Andréa Marques, Raquel Lucas, Eugénia Simões, Suzanne M M Verstappen, Johannes W G Jacobs, Jose A P da Silva. Do we need bone mineral density to estimate osteoporotic fracture risk? A 10-year prospective multicentre validation study. RMD Open 2017;3:e000509. doi:10.1136/ rmdopen-2017-000509</p>



<p><a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_ednref5">[5]</a> Andréa Marques, Óscar Lourenço, Gustaf Ortsäter, Fredrik Borgström, John A. Kanis, José António P. da Silva. Cost-effectiveness of intervention thresholds for the treatment of osteoporosis based on FRAX® in Portugal. Calcif Tissue Int 2016; 99:131–141.</p>



<p><a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_ednref6">[6]</a> Marques A, Rodrigues AM, Romeu JC, JAP da Silva. Multidisciplinary Portuguese recommendations on DXA request and indication to treat in the prevention of fragility fractures. Acta Reumatol Port 2016;41:305-21.</p>



<p><a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_ednref7">[7]</a> Rodrigues AM, Canhão H, Marques A, … da Silva JAP, on behalf of the Portuguese Society of Rheumatology. Portuguese recommendations for the prevention, diagnosis and management of primary osteoporosis – 2018 update. ACTA REUMATOL PORT. 2018;43:10-31</p>



<p><a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/#_ednref8">[8]</a>&nbsp; Vd <a href="https://www.capturethefracture.org/">https://www.capturethefracture.org/</a></p>



<p>Fonte/Original: <a href="https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/">https://healthnews.pt/2022/01/03/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/</a></p><p>The post <a href="https://ossosfortes.pt/sem-categoria/fraturas-osteoporoticas-a-epidemia-silenciosa/">FRATURAS OSTEOPORÓTICAS: A epidemia silenciosa</a> first appeared on <a href="https://ossosfortes.pt">Ossos Fortes</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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