Ana Paula Barbosa, MD, PhD

Coordenadora da Consulta Multidisciplinar de Osteoporose Fracturária. Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo. Hospital Santa Maria. Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, EPE. Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

A Osteoporose é a doença metabólica do osso mais prevalente e caracteriza-se por uma deterioração da estrutura e da qualidade do tecido ósseo, causando uma diminuição da resistência óssea, o que predispõe ao aparecimento de fracturas. É uma doença silenciosa, porque até ocorrer a primeira fractura o doente não sabe que tem a doença.

É considerada um grave problema de Saúde Pública semelhante à Diabetes Mellitus, ao Cancro ou às Doenças Cardiovasculares. Dado o aumento da esperança de vida e o envelhecimento crescente da população, a Osteoporose tem uma prevalência crescente em todo o Mundo.

Estima-se que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens após os 50 anos, irá sofrer uma fractura osteoporótica. E ainda que a cada três segundos ocorre uma fractura osteoporótica num qualquer ponto do globo.

Apesar da genética ter um grande contributo na determinação da massa óssea, isso não significa que não se tenha um papel activo para melhorar a saúde dos nossos ossos. Tal pode e deve começar o mais precocemente possível, até durante a gravidez, com um bom aporte de cálcio para construirmos um bom esqueleto; o nosso esqueleto constrói-se até cerca dos 20-30 anos de idade e a partir daí todos começamos a perder massa óssea. Por isso, durante a infância e a adolescência devemos ter uma boa ingestão de cálcio e de proteínas, associado a exercício físico regular de intensidade moderada.

Os produtos lácteos (queijo, iogurte e leite) são os melhores fornecedores de cálcio. Um litro de leite veicula em média 1150mg de cálcio e além disso contem outros nutrientes importantes como vitaminas, fósforo, iodo e proteínas. Outros alimentos que veiculam cálcio em menor quantidade são a sardinha e o salmão preferencialmente com as espinhas, os vegetais de folha verde escura e os bróculos.

A vitamina D é muito importante para a saúde óssea, porque promove a absorção do cálcio e embora a melhor forma de a obtermos seja através da exposição solar, alguns alimentos também a veiculam, nomeadamente, ovos, peixes gordos como atum, salmão e sardinha e cogumelos.

Uma adequada ingestão de proteínas é muito importante para a manutenção do osso e do músculo, e tal poderá ser feito com ingestão de peixe, carne, ovos e leguminosas.

Uma vez que a inflamação pode acelerar a perda de massa óssea, os alimentos que a reduzem como os frutos secos, são também benéficos.

Para a saúde óssea será ainda muito importante evitar o tabagismo, o consumo exagerado de álcool, de cafeína e de sal, e o sedentarismo. Os melhores exercícios são os de resistência e os que promovem o equilíbrio, para evitar as quedas.

Os doentes com osteoporose e os que já fracturaram deverão fazer tratamento com fármacos que melhorem a massa óssea e para tal terão de efectuar na maior parte dos casos suplementos de cálcio e/ou vitamina D.

 

 

Ana Paula Barbosa, MD, PhD

Coordenadora da Consulta Multidisciplinar de Osteoporose Fracturária. Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo. Hospital Santa Maria. Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, EPE. Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

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